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Eficiência do gigantismo na Agrishow 2011
Boa parte dos produtos está sendo lançada durante a mostra e, apesar de seu elevado valor, tem grande procura
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Agrishow 2011
06/05/2011

Quem percorre a Agrishow 2011 - Feira Internacional da Tecnologia em Ação se surpreende com as dimensões dos equipamentos agrícolas expostos na maioria dos estandes. Boa parte desses produtos está sendo lançada durante a mostra e, apesar de seu elevado valor, tem grande procura. A eficiência dessas grandes máquinas, e a rapidez com que realizam as tarefas, levam muitos produtores a, ao menos, considerar sua aquisição. O conceito da utilidade dessas máquinas tem como base a necessidade de colher rapidamente lavouras de soja ou de milhos em condições de clima adequados. Em um país como o Brasil que produz 72 milhões de toneladas de soja e 56 milhões de toneladas de milho, a colheita é uma operação de guerra, segundo afirmam os produtores. São apenas dois meses para retirar os grãos do campo e os depositar em segurança nos armazéns ou silos.

Plantadeira e colhedora de grãos

Segundo diretor superintendente da Marchesan, João Carlos Marchesan, sua empresa oferece a maior plantadeira de grãos do mercado, para o plantio simultâneo de 35 linhas, que permite plantar uma área de 165 hectares/dia. A vantagem, em sua opinião, é que o produtor pode aproveitar a chamada “janela de plantio”, ou seja, o breve período em que o índice de umidade e de calor são perfeitos para essa tarefa.

Se é possível plantar uma lavoura tão rapidamente, também a colheita pode ser feita com a mesma presteza.  A GTS exibe uma colheitadeira de 26 linhas com espaçamento de 52,5 cm. O investimento para esse equipamento é de pelo menos R$ 230 mil. Somado a isso, será necessária a aquisição de um trator compatível para o arrasto da colheitadeira, custo adicional de cerca de R$ 900 mil.

Colhedora e enfardadora de algodão

Uma das principais novidades da Agrishow 2011 é a Colhedora de Cesto 7760 John Deere, equipamento capaz de colher e enfardar algodão ao mesmo tempo. A automotriz tem a vantagem de executar as tarefas sem a necessidade de paradas para descarregamento, pois ao mesmo tempo que em colhe, agrupa a colheira em cilindros de 2.500 kg e embala o algodão com capas de poliéster. Devidamente protegido, o produto pode permanecer no campo por algum tempo ou mesmo ser transportado para as algodoeiras, onde é submetido ao beneficiamento final.
Secador de grãos
A empresa catarinense Benecke, de Timbó (SC) desenvolveu um equipamento que elimina o risco de contaminação e perda de qualidade de grãos como soja, milho e amendoim, o que permite economia de até 50% de lenha ou qualquer outra biomassa. O processo se dá pela produção de vapor que se transforma em energia térmica evitando que os subprodutos liberados pela queima da biomassa se incorporem aos alimentos. O produto foi lançado no fim de 2010 e é fabricado de maneira customizada, de acordo com a demanda e da biomassa disponível na propriedade ou região. Já está presente em algumas cooperativas e está exposto na Agrishow 2011.

Pureza do café

Garantir a pureza de um café torrado e moído não é tarefa fácil. Para poder dar esse tipo de garantia, a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic) realiza uma análise extremamente complexa de elevado custo. Com o objetivo de simplificar e baratear esse processo, o pesquisador da Embrapa Washington Luiz de Barros Melo desenvolveu um equipamento capaz de detectar impurezas no produto em apenas 20 segundo. O Ali-C está exposto no estande da Embrapa na Agrishow e sendo comercializado em ocasião oportuna, uma vez que o Ministério da Agricultura baixou uma norma, a resolução IN16, que proíbe a comercialização de café torrado e moído com resíduos de qualquer espécie.

Valtra fala sobre mercado chinês

Ribeirão Preto, 04 de Maio de 2011 – Durante a coletiva de imprensa que realizou na Agrishow 2011 – Feira Internacional da Tecnologia em Ação os porta-vozes da Valtra Paulo Beraldi, diretor Comercial da empresa, e Jack Torreta, gerente de Marketing de Produto da AGCO, comentaram que o Grupo AGCO adquiriu recentemente uma empresa de colhedoras na China e tem a ideia de trazer para o Brasil peças chinesas a preço competitivo. “O pessoal [da China] tem muito a nos ensinar e precisamos estar preparados para ter custos mais competitivos”, reforça o gerente. Nesse interim, Torreta comenta que a multinacional tem um sistema global de compras e os chineses fazem parte dele há muitos anos, o que não muda o fato de terem de manter algumas peças em estoque para entrega imediata que são produzidas aqui no Brasil. Além disso, por conta do sistema de compras, a AGCO não acredita que essas importações mudarão o comércio nacional.

Para a freira, a Valtra tem expectativa de vendas de 15% a mais do que no ano passado e crescimento de 30% na venda de colheitadeiras. “A Agrishow corresponde, normalmente, a 1 ou 1,5 mês de vendas da fábrica”, comenta Beraldi.

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