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     26/05/2017            
 
 
    
Mamona      
Cultivar de mamona de alta produtividade
IAC 2028 tem ciclo mais curto, produtividade média de 2500kg por hectare, bom rendimento em período chuvoso e adaptabilidade à diversos estados
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Juliana Royo e Kamila Pitombeira
20/05/2011

Um dos requisitos essenciais procurados por agricultores na hora de escolher suas cultivares é a boa produtividade, uma características importante da cultivar de mamona mostrada pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC) no Agrishow 2011, que aconteceu em Ribeirão Preto (SP), entre os dias 2 e 6 de maio. A mamona IAC 2028 pode chegar a 4 toneladas por hectare, conta com ciclo mais curto e facilidade caso o produtor queira realizar colheita mecânica. Segundo Tammy Manabe Kiihl, engenheira agrônoma e pesquisadora do IAC, a principal característica da cultivar é o ciclo de 180 dias, que não é muito longo como das outras variedades do mercado, que chegam a ter 240 dias de ciclo.

— A 2028 pode ser manejada para safrinha para tentar fazer uma colheita mecânica e tem porte médio baixo. Portanto, isso propicia a possibilidade de colher mecanicamente, se tiver o equipamento adequado — afirma a engenheira.

Ela diz que a produtividade média dessa mamona gira em torno de 2500kg por hectare, mas que conta com uma produtividade potencial de até 4000Kg, dependendo das condições. De acordo com ela, testes de competição dentro das avaliações feitas em um ensaio em São Paulo mostraram que a produtividade da cultivar variou de 1800kg a 2800kg por hectare.

— Os testes realizados com a 2028 foram realizados no ensaio de São Paulo. Portanto, as condições ideais para atingir esse potencial de produtividade são de safra, na época de chuva. A recomendação da cultivar pode ser estendida para vários estados do Brasil, inclusive no Centro-Oeste, estado do Paraná e alguns estados do Nordeste também. Quando o plantio coincidir com a época das chuvas, a produtividade será maior — orienta.

Tammy afirma que a mamona não conta com resistência às principais doenças como as outras cultivares que existem no mercado. Segundo ela, esse é um problema que existe nos programas de melhoramento e que todos estão tentando solucionar, bem como obter materiais com resistência, principalmente ao Botrytis.

— Mesmo com a falta de resistência, ela consegue atingir boas produtividades, desde que bem manejada. Mas, se tiver ocorrência de temperaturas amenas e umidade elevada, recomenda-se o uso de algum fungicida específico, para assim minimizar o efeito prejudicial da doença — explica.

A pesquisadora recomenda ainda que o produtor não utilize a cultivar em regiões propícias à ocorrência do Botrytis, como alta umidade relativa e temperaturas amenas, em torno de 20°C. Caso o produtor utilize a cultivar em safrinha, pode encontrar períodos que tenham essas condições. Nesse caso, ela diz que deve-se fazer uso de um fungicida preventivo.

Para mais informações, basta entrar em contato com o IAC através do número (19) 2137-0600.

Clique aqui, ouça a íntegra da entrevista concedida com exclusividade ao Jornal Dia de Campo e saiba mais detalhes da tecnologia.
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