dia de campo

a
Esqueceu a senha?
Quero me cadastrar
     25/05/2022            
 
 
    
Caprinos    
Técnica dobra número de embriões no rebanho
Para ser bem sucedida, bipartição deve contar com conhecimento prévio do produtor sobre as fêmeas utilizadas
Comente esta notícia Envie a um amigo Aponte Erros Imprimir  
Kamila Pitombeira
08/11/2011

Uma técnica originada há 10 anos, apesar de não ser muito popular nos dias atuais, pode aumentar a produtividade do rebanho a partir do aumento do número de embriões. É a chamada bipartição de embriões, que consiste em cortar os embriões em duas partes e implantá-los em uma fêmea produtiva. Segundo Hévila Salles, pesquisadora da Embrapa Caprinos e Ovinos, no início, a técnica era realizada de forma simples.

— Usávamos um estilete adaptado a uma pipeta Pasteur. Com o uso de um estereoscópio, visualizávamos o embrião, que era fixado e cortado com a lâmina em duas partes. Hoje, já existem equipamentos mais sofisticados que podem ser utilizados — conta a pesquisadora.

De acordo com ela, com a bipartição, é possível dobrar o número de embriões. Por exemplo, o produtor pode viabilizar, em vez de 10, 20 embriões por fêmea.  No entanto, a técnica apresenta riscos.

— O embrião tem uma barreira de proteção sanitária que é rompida durante a técnica. Então, caso ele não tenha sido bem lavado e venha de fêmeas soropositivas a doenças, esse embrião não deve ser usado — explica.

O produtor rural também precisa ter alguns cuidados. Hévila diz que o rebanho deve ser preparado antes de todas as técnicas de reprodução. Ele deve viabilizá-las em um rebanho sanitariamente e nutricionalmente preparado e conhecer as fêmeas com as quais está trabalhando para obter êxito.

— Hoje, a técnica não é muito utilizada devido à falta de conhecimento por parte do produtor. Algumas tentativas, não só da bipartição como da própria inseminação artificial, não foram bem sucedidas em algumas propriedades exatamente por falta de conhecimento sobre as fêmeas utilizadas.  Costuma-se pensar muito na doadora, mas não na receptora — afirma a entrevistada.

Já o custo da bipartição, segundo ela, não é elevado. Ele se paga pelo número de crias que se retira de uma fêmea top de linha. Para a pesquisadora, se uma fêmea é boa produtora de leite ou apresenta bom potencial de produção de carne, ela se paga rapidamente com a venda dos primeiros cabritos.

— No entanto, é necessário enfatizar que ela só é viável em quem tem o manejo sanitário e nutricional correto. Hoje, já existem equipes trabalhando com transferência de embriões em propriedades que já estão utilizando tanto a transferência de embrião quanto a inseminação artificial e a bipartição. No entanto, os produtores que desejam utilizar técnicas mais avançadas de manejo reprodutivo devem começar agora instalando técnicas mais básicas de manejo produtivo, nutricional e sanitário — orienta Hévila. 
 
Para mais informações sobre a técnica, basta entrar em contato com a Embrapa Caprinos e Ovinos através do número (88) 3112-7400.

Aviso Legal
Para fins comerciais e/ou profissionais, em sendo citados os devidos créditos de autoria do material e do Jornal Dia de Campo como fonte original, com remissão para o site do veículo: www.diadecampo.com.br, não há objeção à reprodução total ou parcial de nossos conteúdos em qualquer tipo de mídia. A não observância integral desses critérios, todavia, implica na violação de direitos autorais, conforme Lei Nº 9610, de 19 de fevereiro de 1998, incorrendo em danos morais aos autores.
Ainda não existem comentários para esta matéria.
Para comentar
esta matéria
clique aqui
sem comentários

Conteúdos Relacionados à: Caprinocultura
Palavras-chave

 
11/03/2019
Expodireto Cotrijal 2019
Não-Me-Toque - RS
08/04/2019
Tecnoshow Comigo 2019
Rio Verde - GO
09/04/2019
Simpósio Nacional da Agricultura Digital
Piracicaba - SP
29/04/2019
Agrishow 2019
Ribeirão Preto - SP
14/05/2019
AgroBrasília - Feira Internacional dos Cerrados
Brasília - DF
15/05/2019
Expocafé 2019
Três Pontas - MG
16/07/2019
Minas Láctea 2019
Juiz de Fora


 
 
Palavra-chave
Busca Avançada