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     21/01/2017            
 
 
    
 
O Brasil está vivendo uma tentativa de estabelecer uma cadeia produtiva sustentável de azeite de oliva. Em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul já existem plantios e lagares (unidades de processamento) que já deram origem a azeites de oliva em escala comercial. Alguns deles já ganharam prêmios internacionais pela sua qualidade. Já em Santa Catarina a atividade é incipiente, conforme discussão abaixo.
 
O início
Em Santa Catarina, a olivicultura com fins comerciais foi iniciada nesta década após a divulgação de resultados de pesquisa da Epagri, que apontaram bom potencial produtivo. Alguns agricultores e empresas procuraram a Epagri em busca de orientações e implantaram pequenos olivais. Alguns desses empreendimentos já estão produzindo as primeiras colheitas.
 
Os olivais
Santa Catarina ainda não tem um levantamento oficial da área plantada. Porém, sabe-se que há pequenos olivais, de menos de dez hectares. Há ainda pelo menos um projeto em implantação que atingirá 18 hectares. Predominam as variedades Koroneiki, Arbequina e Arbosana, todas com finalidade de produção de azeite de oliva.  Os olivais foram implantados nas regiões Serrana e Oeste. Até o momento não houve uma grande colheita, dado que os plantios ainda são jovens e as condições climáticas dos últimos dois anos foram desfavoráveis, com invernos quentes e chuvosos.
 
Processamento
Um dos fatores que limitam a expansão do plantio é a inexistência de uma unidade de extração, beneficiamento e embalagem, apesar de o Estado já contar com uma empresa fornecedora de equipamentos para tal. No Rio Grande do Sul, onde existem grandes investidores, há pelo menos três indústrias em funcionamento. Como em Santa Catarina os empreendimentos são pequenos, os olivicultores adiam o investimento no lagar. É possível que assim que o primeiro lagar for implantado mais agricultores se sintam seguros em ingressar na atividade.
 
Pesquisa
A pesquisa com olivicultura foi iniciada pela Epagri há mais de dez anos. Em 2006 foram instaladas unidades de observação de variedades todo o Estado. Por motivos diversos, nem sempre inerentes à oliveira, em apenas quatro unidades foi possível a avaliação da produção das variedades. Em Caçador, Campo Erê, Chapecó e São Lourenço do Oeste, no Oeste do Estado, as variedades Arbequina, Arbosana e Koroneiki produziram ao longo de seis anos a média de 2,3 a 15 toneladas por hectare. Em Caçador e Chapecó a produção de azeite extra virgem estimada variou de 270 a 2.000 litros por hectare, dependendo do local e variedade. Ainda, algumas instituições de ensino têm realizado pesquisas pontuais com oliveira. Hoje a Epagri avança em experimentos em outras regiões para consolidar o conhecimento da adaptação dessas e outras variedades. Também se cogita a estudo do Zoneamento Agroclimático para o Estado, que orientaria a decisão de plantio.
 
Assistência técnica e formação de pessoal
Em março de 2016 foi realizado em Chapecó o primeiro Encontro Técnico de Olivicultura de Santa Catarina, que contou com a presença de cerca de 50 pessoas. Foram tratados temas relativos ao azeite de oliva extra virgem, fitossanidade e implantação de olivais. Recentemente o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação aprovou a implantação de um Centro Vocacional Tecnológico (CVT) em Campo Erê, após iniciativa da Prefeitura Municipal e do Cedup (Centro de Educação Profissional). O projeto prevê a implantação de unidades demonstrativas em 20 municípios da parte norte da região Oeste, cursos de formação e a construção de um lagar para atender a essas unidades.
 
Perspectivas
A próxima safra será muito importante. Caso o clima favoreça, com temperaturas e precipitação dentro da normalidade no inverno e início da primavera, os olivais que já têm em torno de cinco a sete anos trarão uma boa colheita, e com isso serão produzidos os primeiros azeites em escala comercial. A implantação do CVT trará um novo impulso, pois dinamizará as pessoas (agricultores e técnicos) em torno do projeto. Com isso, poderemos ter a formação de associações ou cooperativas, capazes de inserir no mercado pequenos produtores que não teriam escala de produção para implantar um lagar próprio. Esse é um modelo aparentemente viável para inserir a agricultura familiar, característica do Estado, na cadeia oleícola que agora inicia.
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