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Clima    
Clima deve favorecer safra de verão
Estação dentro da normalidade e com temperaturas elevadas, vai beneficiar bom desenvolvimento das lavouras de soja e de milho
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Edmilson Gonçales Liberal, IAPAR
23/12/2016

Desde às 8h44 desta quarta-feira (21) estamos oficialmente no verão, que vai até às 7h29 do dia 20 de março. O início da estação sofre influência do fenômeno La Niña, desta vez com fraca intensidade. No entanto, os especialistas esperam condições climáticas normais para a época, que não devem surpreender os produtores ou causar sobressaltos na safra em andamento.

“As condições climáticas devem contribuir para o bom desenvolvimento das culturas de verão”, avalia a meteorologista Ângela Costa, que atua no IAPAR e é ligada ao Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar).

Para ela, o verão, “dentro da normalidade, com temperaturas elevadas”, deve favorecer o bom desenvolvimento das lavouras de soja e de milho, atualmente em fase de florescimento. Ela também aponta que as chuvas dos últimos dias não comprometeram a safra do feijão que está no campo, em fase final de ciclo.

Tendência
De acordo com o meteorologista Cezar Duquia, também do Simepar, as análises preliminares indicam um verão típico, com calor elevado e massas de ar instáveis causando chuvas curtas e fortes, com muitos raios e rajadas de ventos, geralmente no período da tarde.

Não há previsão de seca. Eventuais oscilações nos índices de temperatura e chuvas não serão significativas, pois de modo geral os valores deverão permanecer dentro das médias históricas para cada região do estado.

Segundo Duquia, os sistemas frontais – frentes frias ou quentes – que se deslocam pelo Sul e Sudeste do Brasil abastecem a atmosfera de umidade, favorecendo a ocorrência de chuvas.

No entanto, esses sistemas meteorológicos não são os únicos provedores das chuvas para as diferentes regiões paranaenses, pois há também os aglomerados de nuvens que, dependendo de suas dimensões e organização, podem causar chuvas rápidas e intensas.

"As nuvens podem se formar a partir da influência local de fatores como relevo, aquecimento e ventos locais, bem como fazer parte de uma instabilidade atmosférica organizada em escala mais abrangente, que pode se estender além dos limites do estado", explica o meteorologista.

Duquia acrescenta que essa tendência climática para o verão está baseada na análise conjunta das condições oceânicas e atmosféricas e dos modelos de previsão climática sazonal. Considera ainda a previsão consensual lançada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

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