19ª reunião do Grupo de Irrigação e Fertirrigação de Cana-de-açúcar

Unesp
Manejo

No dia 12 de março de 2015 (quinta-feira) acontecerá a 19ª reunião do GIFC (Grupo de Irrigação e Fertirrigação de Cana-de-açúcar), que será realizada em parceria com o DEFERS - Departamento de Fitossanidade, Engenharia Rural e Solos na UNESP, na cidade de Ilha Solteira - SP.

O encontro terá como foco "Clima, Água, Irrigação e Produtividade em Cana" com palestras de profissionais ligados à atividades tema e terá como objetivo debater o uso da água no atual cenário climático e os seus impactos na produção agrícola do País. Diante de um cenário de crescimento populacional e de consequente aumento de consumo de água, energia e alimentos, onde a gestão da água e da energia é fundamental para a garantia do desenvolvimento e crescimento, a Área de Hidráulica e Irrigação e o DEFERS - UNESP Ilha Solteira se juntam ao Grupo de Irrigação e Fertirrigação de Cana-de-açúcar (GIFC) para promover e debater este tema.

O setor sucroenergético enfrenta há alguns anos uma crise que tem origem em problemas setoriais e conjunturais. Os conjunturais começam a dar sinais de melhora principalmente analisando os presos de etanol e energia e suas projeções. Entre os setoriais, a perda de produtividade causada por um planejamento de atividades agrícolas que não considera, em muitos casos, o melhor manejo da água para o plantio, tratos de soqueira e colheita, ficou muito evidente com as fortes variações climáticas observadas nos últimos anos.

Os debates será aberto pelo Prof. Dr. Luiz Malcolm Mano de Mello - Chefe do DEFERS UNESP Ilha Solteira - que dará as boas vindas e discorrerá sobre a importância e desafios agronômicos do setor sucroenergético.

Para o Professor Dr. Fernando Braz Tangerino Hernandez - Coordenador do evento e da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira, "o tema insegurança hídrica preocupa a toda população e está em jogo os diferentes seguimentos da sociedade e temos trabalhado bastante em uma agenda propositiva em contraponto a encontrar um "bode expiatório" para a crise, que tem muito mais razão de ser pela instabilidade climática (periodo chuvoso atípico) e a falta de planejamento ou visão de administradores públicos nas esferas municipal, estadual e federal"

Quando a viabilidade da produção de cana com irrigação diante a escassez de água, o Profesor Fernando Tangerino esclarece que "a aceitação por parte dos controladores das usinas de quem devem priorizar seus investimentos em irrigação é o primeiro passo. Mas, mesmo quando isso acontece, não se consegue irrigar no curto prazo grandes extensões de terra dado ao volume de investimentos necessários e a divisão de prioridades. Portanto, um Plano Diretor de Irrigação deve indicar as melhores áreas a serem irrigadas levando em consideração variedades e ambientes de produção e ainda disponibilidade e qualidade da água, bem como a capacidade e os sistema de irrigação a ser utilizado. Já o Engenheiro Agrônomo Marco Viana - Superintendente do GIFC - observa que "para se produzir cana irrigada devemos pensar a longo prazo, desta forma podemos fazer acumulação de água através de barramentos, por exemplo." E o também Engenheiro Agrônomo Helvecio Saturnino - Presidente da ABID (Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem - lembra da experiência exitosa em Goiás "que para a implantação e sustentação da agricultura irrigada através de pivôs centrais, investimentos consistentes foram feitos em barragens de terra, exaustivamente discutida e defendida pela ABID em seus Congressos anuais (os CONIRDs) e divulgada na revista ITEM - Irrigação e Tecnologia Moderna". Portanto, deve-se ter um bom planejamento para se garantir a segurança hídrica dos canaviais.

O GIFC e o DEFERS reafirmam que o bom manejo da água é um dos caminhos para a elevação das produtividades médias dos canaviais que precisam atingir as 100 toneladas/ha para suportar e sustentar o setor sucroenergetico como produtor de commodities e, portanto sujeito a grandes variações de presos que exige definições estratégicas e investimentos.

Na parte da tarde, sob Coordenação do Engenheiro Agrônomo Ricardo Pinto - da RPA Consultoria - acontecerá os debates concluisos do encontro que deverá resultar em um documento a ser amplamente divulgado.

Programação
8h00 às 8h30 - Inscrições com Welcome Coffee

8h30 às 8h40 - Abertura Oficial com execução do Hino Nacional

8h40 às 9h00 - Boas vindas e importância do setor sucroenergético - Prof. Dr. Luiz Malcolm Mano de Mello (Chefe do DEFERS – UNESP Ilha Solteira)

9h00 às 09h30 - "Ações e resultados em 2014 do GIFC e estratégia de atuação e comunicação em 2015" - Engenheiro Agrônomo Marco Viana (Diretor Executivo do GIFC)

9h30 às 10h15 - "Importância do monitoramento climático, a instabilidade climática em 2014 no Estado de São Paulo e impactos na agricultura e demais atividades econômicas" – Prof. Dr. Ronaldo Cintra Lima (UNESP Dracena) e Dr. Orivaldo Brunini (Pesquisador Científico do IAC e Coordenador do CIIAGRO)

10h15 às 10h30 - Coffee Break

10h30 às 11h15 - "Balanço hídrico, apoio ao irrigante, necessidade de irrigação, uso da água e resultado econômico: como estabelecer sinergia?" – Professor Dr. Fernando Braz Tangerino Hernandez (DEFERS UNESP)

11h15 às 12h00 - "Pegada hídrica: o que é isso e como produzir mais, melhor e com eficiência econômica?" Eduardo Augusto Agnellos Barbosa - Doutor em Engenharia Agrícola - (UNICAMP/FEAGRI)

12h30 às 13h30 - Almoço

14h00 ás 16h00 - Debates entre os participantes com a Coordenação do Engenheiro Agrônomo Ricardo Pinto (Sócio Diretor RPA Consultoria)

Inscrições gratuitas limitadas podem ser feitas AQUI (http://www.gifc.agr.br/inscricao-para-reuniao/), ou enviando e-mail para [email protected], solicitando sua inscrição.

Serviço
19º Encontro do GIFC
Data: 12/03/2015 (quinta-feira)
Início: 08:00 horas
Local: UNESP - Campus Central - Sala D 1
Endereço: Avenida Brasil Centro, 56. Ilha Solteira - SP (Mapa de localização)
Importante: Devido à limitação de assentos no Anfiteatro, o 19º Encontro do GIFC terá inscrições limitadas. Os interessados devem confirmar sua presença antecipadamente para garantir a participação.