A cultura do algodão em Roraima

Exploração da cotonicultura é viável em Roraima desde as várzeas irrigadas até as matas de transição

Rosália Silva
Manejo

Um espaço de até 300 mil hectares, em rotação de cultura, poderia ser utilizado para a cultura de algodão no Estado de Roraima. Esta é a estimativa da Embrapa Roraima, que na publicação "Documentos de 2008" demonstra o potencial de cultivo de diversas variedades e o estado tecnológico da cultura para aquela região.
 
De acordo com os pesquisadores Gilvan Barbosa Ferreira e Oscar José Smiderle a cotonicultura é viável técnica e financeiramente para exploração no extremo Norte do País, desde as várzeas irrigadas até nas matas de transição, encontradas em Roraima. Além é claro das áreas de Cerrado, com foco na exploração empresarial, em rotação com a soja, o milho e as pastagens.

Para a região de mata, eles demonstram que apesar de ser uma região que obteve rendimento menor se comparado ao plantio em área de Cerrado, pouco mais de 2 mil quilo por hectare, ou seja, 53% menor. Ainda assim, é um rendimento relevante para a agricultura familiar, uma vez que no Nordeste do Brasil tem-se uma importância social e econômica mesmo com produtividade abaixo do alcançado nessa região de Roraima.

Os autores também explicam que as variedades existentes possuem potencial para uso imediato e que as tecnologias de outras regiões podem ser ajustadas às condições locais. Eles só mostram que alguns problemas tecnológicos precisam ser mais bem estudados, a exemplo das fibras coloridas e do algodão orgânico. Há ainda a necessidade de ação governamental para desenvolvimento da cadeia têxtil estadual.

O estudo também verificou que há interesse de produção por parte de colonos, empresários, imigrantes e comunidade indígena. Isso, sem contar a oportunidade vista para as variedades de algodão colorido, que se mostraram facilmente adaptável às condições do Estado, alcançando produtividades próximas à do algodão branco. Veja essa publicação no documento em anexo.