As atenções dos profissionais do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) estão voltadas para a exploração da bubalinocultura no litoral do Paraná, desde o início da década de 90. No intuito de melhorar a rentabilidade dos produtores com incentivo à criação de búfalos para comercialização de leite e carne, um conjunto de ações vêm sendo desenvolvidas há cerca de 17 anos.
Pesquisador das áreas de produção animal e forragicultura do instituto, José Lino Martinez revela que havia na região uma cultura de rebanhos de cria que eram comercializados ainda bezerros, restringindo a geração de recursos apenas a determinadas épocas do ano.
Além das pastagens de brachiaria humidícola, hemarthria altíssima e lotações diferenciadas, as avaliações de custo/beneficio do animal, conduzidas na estação experimental de Morretes, contaram também com as técnicas de substituição do componente proteico e suplementação de inverno.
— Apesar do litoral do Paraná não apresentar geada nos meses de inverno, temos uma paralisação de crescimento das pastagens. Então nós fizemos trabalhos com suplementação de inverno dos animais para não prejudicar o seu desenvolvimento, possibilitando que chegassem ao abate num espaço de tempo menor do que vinha sendo observado. Conseguimos também ótimos resultados com a substituição de componentes na alimentação do gado de confinamento, como por exemplo a utilização da leucena, disponível em muitas propriedades — reitera.
Em busca do aumento do potencial genético das búfalas, os índices apurados pelos ensaios do Iapar já são bastante razoáveis. A suplementação mais barata das búfalas em fase de lactação diminui o custo de produção do leite e continua a trazer resultados cada vez melhores.
Os testes de média ainda garantem 95% de funcionalidade das tecnologias e comprovam-se a cada dia nos rebanhos bubalinos. Atualmente, é possível verificar média de produção de carne com 400 quilos de ganho de peso por hectare ao ano, adiantando o abate com médias de peso muito satisfatórias.