A natureza dos projetos de cogeração no MDL

Os equipamentos são responsáveis pelo aumento da eficiência energética no processo de geração e de redução da utilização de vapor no processamento da cana-de-açúcar.

Margareth Santos
Máquinas e Implementos

A maioria dos projetos de cogeração no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) envolveram investimentos para aumentar a eficiência na geração e utilização do vapor. A produção de eletricidade nas unidades de cogeração baseia-se na tecnologia “Ciclo de Vapor Rankine”, que consiste basicamente na combustão direta de biomassa em uma caldeira para gerar vapor, a qual se expande em turbinas.

De acordo com os proprietários dos projetos, os investimentos foram para a compra de turbos geradores mais potentes e caldeiras de maior pressão. Os equipamentos são responsáveis pelo aumento da eficiência energética no processo de geração e de redução da utilização de vapor no processamento da cana-de-açúcar. O resultado é o excesso de vapor para geração de mais eletricidade nas turbinas que, por sua vez, podem ser comercializadas.

Dessa forma, ocorre a geração de energia elétrica a partir de fontes renováveis, atividade classificada pelo MDL como contribuinte ao desenvolvimento sustentável, por substituir a utilização de combustíveis fósseis na produção de eletricidade. Na tabela abaixo, é possível conferir a potência instalada em cada usina, a energia a ser exportada durante o primeiro período de crédito do projeto e as reduções, médias e totais, de dióxido de carbono equivalente estimadas por projeto.

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Somente os projetos MDL de cogeração das usinas sucroalcooleiras paulistas, depois de totalmente implementados, serão capazes de aumentar em cerca de 1% a capacidade nacional instalada atual de energia elétrica. Serão pouco mais de 1 mil MW (megawatts) adicionais, considerando a partir do início até o final do primeiro período de créditos dos projetos no MDL – entre 2001, início dos projetos, e 2015, fim dos projetos mais recentes. Hoje, o Estado de São Paulo tem mais de 2,2 mil MW de potência instalada, representando 21,45% do total nacional, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

 

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