
A crise hídrica vem despertando nas cidades olhares para a vulnerabilidade de suas reservas de água. Traz uma reflexão consciente sobre a fragilidade das suas estruturas hídricas, realçando seus defeitos e necessidades. A experiência de conviver com uma permanente ameaça de escassez hídrica revolta a população e aumenta os olhares para as áreas de proteção permanentes (APPs e reserva legal) e o combate a poluição dos rios.
O modelo de gestão dos recursos hídricos nos municípios precisa de diretrizes inovadoras. A crise traz diferentes necessidades e iniciativas de descentralização político-administrativo. Amadurece na população a convicção de que a gestão da água urbana precisa estar a cargo de uma cooperação comunitária em busca da revitalização das bacias hidrográficas do município.
Os atores envolvidos, dentro de uma pluralidade do território municipal, precisam tornar-se mais participativos e efetivos. A gestão da água urbana de forma sustentável depende das iniciativas locais para organização comunitária atuar em colaboração com diferentes níveis de governo. A capacidade de mobilização da sociedade gera força e políticas públicas eficientes para se ter necessária governança hídrica nos municípios.