A parceria de sucesso entre milho e braquiária

Cultivo consorciado deve ser feito no verão, com altas temperaturas e chuvas, pois favorece a competição por água e luz entre as duas espécies

Breno Fonseca
Manejo

Para a pecuária, a oferta de pastagens durante o período de inverno. Para a cultura anual do milho, as correções químicas e físicas do solo com a quebra das camadas compactadas para o plantio de forrageiras. O cultivo consorciado entre braquiárias e milho oferece vantagens ambientais e econômicas com a diversificação da renda do produtor rural. O início e o meio do verão são períodos favoráveis ao consórcio, devido às temperaturas elevadas e alto índice de chuvas até os meses de junho e julho.
 

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De acordo com Alberto Bernardi, pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste, existem alternativas para o cultivo. A primeira delas é fazer o plantio do milho e, na época da adubação de cobertura, a semeadura da braquiária. Outra possibilidade é misturar as sementes das forrageiras com o adubo colocado no solo, com o cuidado de não fazer a combinação com muita antecedência, para não prejudicar o poder de germinação da cultivar. A terceira forma é realizar duas operações, com o plantio do milho e nas entrelinhas semeando a forrageira. O ideal é atrasar a germinação da pastagem.
 

— Existe competição por luz, já que o milho sombreia a pastagem. Temos que usar uma estratégia de favorecer uma espécie e desfavorecer a outra. Quando plantamos o milho damos todas as condições para o seu desenvolvimento. As sementes vão receber adubação, vão ser plantadas na profundidade correta. Queremos que a forrageira germine, mas que ela emerja um pouco atrasada. Então, trabalhamos com uma profundidade de plantio um pouco maior para atrasar a germinação dela — explica Alberto Bernardi, completando que havendo competição entre as espécies, é possível fazer uso de subdosagens de herbicidas para reduzir o desenvolvimento do capim sem eliminá-lo.
 

Com a colheita do milho, é necessário o período para o término de crescimento da braquiária. Segundo o pesquisador da Embrapa, todo esse sistema rotacionado dura três anos. A reforma do pasto e o plantio do milho são realizados no primeiro ano. Após 24 meses usando a pastagem, já não é mais preciso fazer preparo de solo. Com a defecação da forrageira, é possível o plantio direto do milho na palhada gerada ao longo dos três ciclos.
 

Para a pesquisadora Patrícia Menezes, também da Pecuária Sudeste, a maior preocupação é com a competição entre as espécies. Por isso, é a ideia do zoneamento que indica as melhores épocas para evitar perda ou insucesso por fatores climáticos. Assim, o consórcio não pode ser efetivado em qualquer região do país, pois é fundamental que não falte entre os períodos de florescimento e enchimento dos grãos.

Para maiores informações, basta entrar em contato com a Embrapa Pecuária Sudeste pelo telefone (16)3411-5600 ou pelo link http://www.cppse.embrapa.br/solos/solos.