O abacaxi Vitória, desenvolvido pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), oferece aos produtores a possibilidade de utilizar um material que facilita os tratos culturais, enfrenta a fusariose e exibe excelência de qualidade. Responsável pelo comprometimento de cerca de 30% da produção nacional, o fungo causador dessa doença contamina e inviabiliza boa parte das mudas.
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Oriundo do cruzamento entre genótipos coletados no continente sul-americano e variedades comerciais, o híbrido, lançado em 2006, já está estabelecido no norte do Espírito Santo. Porém, na maior região produtora, localizada ao sul do Estado, a instalação de uma unidade demonstrativa com cerca de três mil hectares iniciou o processo no ano passado.
O pesquisador Luiz Caetano explica que a introdução da cultivar auxilia também na preservação do meio ambiente, à medida que abrevia a utilização de fungicidas nos pomares. Com isso, as pulverizações ficam restritas apenas ao uso de inseticidas para controle da cochonilha, inseto transmissor da murcha.
Os esforços de transferência tecnológica do Incaper implementam ações que abrangem, entre outras iniciativas, palestras, dias de campo e a disponibilização de mudas micro-propagadas pelo Governo do Estado.
Diferente do abacaxi Pérola, tradicionalmente cultivado no Brasil, o Vitória não apresenta espinhos nas folhas. Com frutos de 1,5 quilo e coroa pequena, a cultivar proporciona uma polpa bastante doce e saborosa, e está apta para atender tanto o mercado in natura quanto às demandas da agroindústria.
— Essas características simplificam o manejo das lavouras. Facilitam a entrada dos fruticultores para fazer colheitas, aplicações de produtos e proteção dos frutos — afirma
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Com frutos de 1,5Kg |
