Aberta oficialmente a safra de citros

Em 2011, a estimativa é de que a produção chegue a 430 mil toneladas de citros, sendo 183 mil provenientes do Vale do Caí

EMATER/RS - ASCAR
Agronegócio

A colheita das primeiras bergamotas no pomar de Erci Kerber, em Montenegro, simbolizou na quinta-feira (12) a abertura oficial da Safra de Citros 2011, promovida pela Câmara de Citricultura do Vale do Cai e Prefeitura. Com a presença de autoridades e agricultores da região, a solenidade chamou a atenção para esta atividade que ganha cada vez mais espaço, principalmente no Vale do Caí, maior região produtora do Estado. No ano passado, os citricultores do Vale foram responsáveis por 73% das bergamotas, 91% dos limões e 25% de todas as laranjas colhidas no Rio Grande do Sul.
 
Em 2011, a estimativa é de que a produção chegue a 430 mil toneladas de citros, sendo 183 mil provenientes do Vale do Caí. Para o diretor técnico da Emater/RS, Gervásio Paulus, os dados comprovam que esta é uma importante alternativa de renda. “A agricultura gaúcha vai além dos grãos. A citricultura é capaz de contribuir de forma decisiva para o desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Sul”, pontua Paulus.
 
O agricultor Erci Kerber, que cedeu a sua propriedade para a Abertura Oficial da Safra de Citros, é prova disso. Há 18 anos ele tem a renda baseada na produção de bergamotas. Hoje são 13 hectares plantados com as variedades Caí, Pareci e Montenegrina. O retorno financeiro é suficiente para manter uma vida confortável ao lado da esposa. “Estou satisfeito. Quando se trabalha com capricho, é uma atividade rentável”, afirma o citricultor.
 
Para o presidente da Câmara de Citricultura do Vale do Caí, Derli Paulo Bonine, hoje o maior desafio das entidades é trabalhar pelo desenvolvimento sustentável da citricultura. Segundo ele, a solenidade de abertura da Safra de Citros 2011 contribui para isso, já que “é uma forma de prestigiarmos esta atividade e a divulgarmos para todos os cantos do Estado”. Posição reforçada pelo vice-prefeito de Montenegro, Marcos Griebeler. “Este é o momento de destacarmos este alimento tão importante, que só em 2009 adicionou R$ 74 milhões à economia de Montenegro”, ressaltou Griebeler. (Patrícia Strelow)