A elevação do pH do solo, através da calagem, é uma das ferramentas que o produtor rural pode utilizar para aumentar a produtividade da cultura de soja em solos que apresentam acidez na camada superficial. De acordo com os pesquisadores Dirceu Broch e Sidnei Ranno, da Fundação MS, a adição de materiais pode ser uma maneira de amenizar o processo de acidificação, que gera problemas como a redução da disponibilidade de nutrientes, o surgimento da toxidez de alumínio e a provocação de prejuízos à atividade microbiana.
A disponibilidade dos nutrientes do solo é definida por vários fatores. Um deles é o valor do pH, medida de acidez que consiste na concentração de íons de hidrogênio na solução do solo. Uma maneira de reduzir os danos causados pela acidez é elevar o pH através da calagem com materiais que neutralizam os íons de hidrogênio existentes na solução, como carbonatos e silicatos.
Para favorecer a disponibilidade de nutrientes e neutralizar o alumínio tóxico, o pH do solo deve ser elevado até valores adequados às plantas. Quanto mais o pH se eleva, maior é a redução da disponibilidade de cátions micronutrientes, como ferro, zinco, manganês e cobre. Entretanto, quando a calagem é eficiente, os benefícios do aumento de fósforo, molibdênio, nitrogênio, cálcio, magnésio, boro e enxofre superam a redução da oferta dos micronutrientes anteriormente citados. Através de pesquisas realizadas na área do Mato Grosso do Sul, a Fundação MS tem observado que as maiores produtividades são alcançadas com valores de pH entre 5,8 e 6,2.
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