Adubação com enxofre: fontes e modo de aplicação

Importante ferramenta nos solos da região central do Brasil, a adubação com enxofre pode evitar deficiências nas plantas. Mas a sua eficácia depende diretamente do modo de aplicação

Pedro Zuazo
Adubação

A eficácia da adubação com enxofre depende diretamente da fonte de nutriente escolhida e do seu modo de aplicação. A Fundação MS aponta diversas opções de fontes eficientes, tais como gesso agrícola, superfosfato simples, enxofre elementar em pó, enxofre elementar granulado e enxofre elementar peletizado, entre outras.

A aplicação do fertilizante varia de acordo com a fonte. Para as opções citadas acima, ela pode ser feita a lanço em superfície ou a lanço seguida de incorporação com grade niveladora nas áreas de abertura. Já no caso do uso de enxofre elementar granulado, enxofre elementar peletizado ou superfosfato simples, a aplicação pode ser feita no sulco antes da semeadura, com semeadora TD/SHM com espaçamento de 17 a 20 centímetros e profundidade de 2 a 3 centímetros. Ainda nesse caso, a aplicação pode ser feita no momento da semeadura da soja, no sulco, com a semeadora no espaçamento de 40 a 50 centímetros e profundidade de 8 a 10 centímetros em mistura com o fertilizante de plantio.

Correção prévia

Quando os teores de enxofre no solo são baixos, é necessário aplicar altas doses do nutriente, que chegam a ultrapassar a marca de cem quilos por hectare. Em trabalho realizado pela Fundação MS, foi comprovado que, em solos pobres em enxofre, faz-se necessária a correção prévia dessa deficiência com fontes concentradas como gesso agrícola, superfosfato simples, ou enxofre elementar, em suas três formas.

O trabalho foi realizado na safra 1998/1999, em solo argiloso, com baixo teor inicial de enxofre. Neste caso, mesmo com a utilização de fórmula rica em enxofre no sulco de plantio, com ganho de 2,5 sacas por hectare, houve respostas técnicas à correção prévia com gessagem. Percebeu-se que quanto menor era o teor de enxofre na fórmula de plantio, maior foram as respostas à correção prévia, comprovando a carência do nutriente no solo.

Nas ocasiões em que a correção prévia com gesso agrícola não foi realizada, o melhor desempenho foi registrado com o uso da fórmula mais concentrada em enxofre, que gerou um incremento de 19,9 sacas por hectare.

A Fundação MS aponta que nas situações de cultivo da soja em solos pobres em enxofre sem possibilidade de se fazer correção prévia com fontes concentradas, deve-se dar preferência a fórmulas de plantio ricas ou mais concentradas em enxofre, sob pena de perdas expressivas na produtividade da soja pela deficiência deste nutriente.

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