Adubação com enxofre nas culturas de milho e soja

A escassez de enxofre em solos da região central do Brasil é natural e, frequentemente, causa deficiências nas plantas. Mas o problema pode ser amenizado através da adubação com enxofre

Pedro Zuazo
Adubação

Os solos da região central do Brasil são naturalmente deficientes em enxofre, nutriente essencial às plantas, e esse problema é intensificado com práticas inadequadas de uso do solo. O cultivo em sistema de plantio convencional ou em Plantio Direto com pouca palha resulta em uma diminuição do teor de matéria orgânica do solo e reduz gradativamente a disponibilidade de enxofre. Uma resposta a esse problema pode ser a adubação com enxofre, como indica pesquisa da Fundação MS.

Para saber se é necessário aplicar o enxofre, o produtor deve fazer a análise de solo em duas profundidades, 0-20 centímetros e 20-40 centímetros, em função da mobilidade deste nutriente entre as camadas. As quantidades de enxofre recomendadas para soja e milho, de acordo com a classe de teores no solo pelo extrator fosfato monocálcico,  é apresentada no no documento em anexo, produzido pela Fundação MS.

Conforme mostra o trabalho, nos solos arenosos, com menos de 40% de argila, os níveis críticos são de 3 miligramas por decímetro cúbico (mg/dm³) para a camada superficial e 9 mg/dm³ para a camada subsuperficial. Já nos solos com mais de 40% de argila os níveis críticos são de 10 mg/dm³ para a camada superficial (0-20 centímetros) e de 35 mg/dm³ para a camada subsuperficial (20-40 centímetros). De acordo com a Fundação MS, acima destes teores, há um menor aproveitamento da adubação com enxofre e utiliza-se apenas a adubação de manutenção, que corresponde a 10 quilos de enxofre para cada tonelada de grãos de soja e 5 quilos para cada tonelada de grãos de milho a ser produzida.

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