Adubação com micronutrientes: zinco, manganês, cobre e boro

A adubação com zinco, manganês, cobre e boro é uma maneira de incrementar a produtividade da soja nos solos pobres em micronutrientes.

Pedro Zuazo
Adubação

A adubação com zinco, manganês, cobre ou boro é uma prática que pode incrementar a produtividade das culturas de soja em solos que sofrem com a escassez desses nutrientes. Antes de aplicar o fertilizante, porém, o produtor precisa determinar a necessidade do uso com base nos resultados de análise de solo.

Segundo pesquisa da Fundação MS, para zinco, manganês, cobre e boro a análise pode ser feita com os extratores Mehlich-1 ou DTPA. No caso do boro, a extração pode ser feita pelo método da água quente. Para culturas anuais na região do cerrado, os limites para a interpretação dos teores de micronutrientes no solo estão dispostos na tabela.


Limites para interpretação dos teores de micronutrientes no solo. Fonte: Fundação MS, 2008. (Localização: Tabela 2.13, doc. "Tecnologia e produção: milho e soja 2008/2009", cap. 2, pág. 31, site Fundação MS)

Se os resultados de análise do solo confirmarem a necessidade de uso da adubação, as quantidades de zinco, manganês, cobre e boro devem ser definidas de acordo com o teor do nutriente no solo. As quantidades mais baixas de aplicação são recomendadas para o boro, que não deve ultrapassar de 1,5 quilos por hectare para teores baixos, 1,0 kg/ha para teores médios e 0,5 kg/ha para teores altos. No caso do cobre, as medidas ideais são de 2,5 kg/ha para teores baixos, 1,5 kg/ha para teores médios e 0,5 para altos teores. O manganês deve seguir os patamares de 6,0 kg/ha para teores baixos, 4,0 para médios e 2,0 kg/ha  para altos teores. O zinco é o nutriente aplicado em  maiores quantidades, sendo sugerido 6,0 kg/ha para solos com baixos teores de nutriente, 5,0 kg/ha para teores médios e 4,0 kg/ha para altos teores.

A utilização dos micronutrientes é indicada mesmo quando o solo apresenta altos teores dos elementos, mas apenas para manutenção. De acordo com a Fundação MS, O efeito residual de uma correção com estes micronutrientes atinge, pelo menos, um período de cinco anos. Assim, teores altos no solo nas análises das últimas três safras permitem a não utilização destes micronutrientes, em momentos de dificuldade financeira, sem comprometimento do potencial produtivo.

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