A adubação com zinco, manganês, cobre ou boro é uma prática que pode incrementar a produtividade das culturas de soja em solos que sofrem com a escassez desses nutrientes. Antes de aplicar o fertilizante, porém, o produtor precisa determinar a necessidade do uso com base nos resultados de análise de solo.
Segundo pesquisa da Fundação MS, para zinco, manganês, cobre e boro a análise pode ser feita com os extratores Mehlich-1 ou DTPA. No caso do boro, a extração pode ser feita pelo método da água quente. Para culturas anuais na região do cerrado, os limites para a interpretação dos teores de micronutrientes no solo estão dispostos na tabela (clique no link abaixo).
Limites para interpretação dos teores de micronutrientes do solo. Fonte: Fundação MS, 2008.
Se os resultados de análise do solo confirmarem a necessidade de uso da adubação, as quantidades de zinco, manganês, cobre e boro devem ser definidas de acordo com o teor do nutriente no solo. As quantidades mais baixas de aplicação são recomendadas para o boro, que não deve ultrapassar de 1,5 quilos por hectare para teores baixos, 1,0 quilos por hectare para teores médios e 0,5 quilos por hectare para teores altos. No caso do cobre, as medidas ideais são de 2,5 quilos por hectare para teores baixos, 1,5 quilos por hectare para teores médios e 0,5 para altos teores. O manganês deve seguir os patamares de 6,0 quilos por hectare para teores baixos, 4,0 para médios e 2,0 quilos por hectare para altos teores. O zinco é o nutriente aplicado em maiores quantidades, sendo sugerido 6,0 quilos por hectare para solos com baixos teores de nutriente, 5,0 quilos por hectare para teores médios e 4,0 quilos por hectare para altos teores.
A utilização dos micronutrientes é indicada mesmo quando o solo apresenta altos teores dos elementos, mas apenas para manutenção. De acordo com a Fundação MS, O efeito residual de uma correção com estes micronutrientes atinge, pelo menos, um período de cinco anos. Assim, teores altos no solo nas análises das últimas três safras permitem a não utilização destes micronutrientes, em momentos de dificuldade financeira, sem comprometimento do potencial produtivo.
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