Adubação de Manutenção para o milho safrinha

Para alcançar produtividade, o produtor deve levar em conta fatores como histórico da área, fertilidade do solo entre outros

Aline de Souza
Adubação

A adubação de manutenção é um aspecto importante ao qual o produtor rural deve estar atento durante o cultivo do milho safrinha. Segundo a Fundação MS, a prática, que visa repor a exportação de nutrientes, é uma estratégia viável quando aplicada em áreas corrigidas que apresentam teores de nutrientes no solo em níveis adequados, acima do nível crítico (90% rendimento potencial) ou em níveis altos.

O processo consiste em adicionar uma quantidade de nutrientes exportadas mais as perdas do sistema (adsorção, erosão e lixiviação) que variam de 20% a 30% da exportação. Tudo em função da expectativa de produtividade da lavoura.

Para alcançar rentabilidade e não apenas produtividade, a Fundação MS alerta que o produtor rural estabeleça metas de produtividade considerando fatores como: o histórico da área, a fertilidade do solo na camada superficial  (0-20 centímetros) e subsuperficial  (20-40 centímetros), o potencial produtivo do híbrido a ser utilizado, a altitude da área, o risco de ocorrência de estiagem e geadas, entre outros.

Os pesquisadores da Fundação MS, consideraram abaixo o plantio do milho safrinha em solos de boa fertilidade e a eficiência da adubação equivalente a 100% (desconsideradas as perdas do sistema), se a meta for manter os teores de fósforo e potássio no solo para a cultura subseqüente e colher, por exemplo:

- 80 sacas por hectares de milho safrinha: será necessário fornecer, via adubação, aproximadamente 25 a 35 quilos de nitrogênio por hectare, 42 quilos de fósforo natural por hectare e 28 quilos de potássio por hectare;

- 100 sacas por hectares de milho safrinha: será necessário fornecer, via adubação, aproximadamente 35 a 45 quilos de nitrogênio por hectare, 52 quilos de fósforo natural por hectare e 35 quilos de potássio por hectare;

- 120 sacas por hectares de milho safrinha: será necessário fornecer, via adubação, aproximadamente 45 a 60 quilos de nitrogênio por hectare, 63 quilos de fósforo natural por hectare e 42 quilos de potássio por hectare.

Para mais informações, consulte o documento em anexo.