Adubação
O algodoeiro, apesar do crescimento inicial lento, a partir do surgimento dos primeiros botões florais, que se dá no ramo localizado entre o quarto e sexto nó, acima do nó cotiledonar, passa a desenvolver-se rapidamente. A absorção dos nutrientes segue o padrão de crescimento da planta, alcançando o máximo na fase de crescimento dos frutos.
As quantidades de nitrogênio, fósforo e potássio a serem utilizadas dependem do teor destes nutrientes no solo, do sistema de produção utilizado e da produtividade esperada. No caso do nitrogênio, recomenda-se que um terço (1/3) da dose seja aplicada por ocasião da semeadura e dois terços (2/3) em cobertura. A primeira cobertura deve ser realizada na fase B1 – primeiro botão floral – e a última na fase F1 – primeira flor na primeira posição do primeiro ramo reprodutivo.
Controle de plantas daninhas
O controle químico das plantas daninhas por meio de herbicidas é o mais usado na cultura do algodoeiro. A seleção dos herbicidas depende de vários fatores: características físico-químicas e dose do produto; espécie de plantas daninhas a ser controlada; estágio de desenvolvimento da cultura e das plantas daninhas; tecnologia de aplicação; fatores ambientais no momento e após a aplicação; atributos físico-químicos do solo, para os herbicidas aplicados em pré-emergência.
Entre 15 e 70 dias após a emergência, normalmente, acontece o período em que a interferência das plantas daninhas é maior, dessa forma, durante esse período o algodoeiro deve ser mantido livre delas. Existem duas categorias de plantas daninhas na cultura: as que apresentam elevada competitividade ou densidade de infestação – capim-marmelada (Brachiaria plantaginea), capim-colchão (Digitaria horizontalis) e grama-seda (Cynodon dactilon); e as que reduzem a qualidade da fibra – picão-preto (Bidens pilosa) e carrapicho-de-carneiro (Acanthosperma hipidium). Há ainda as que se enquadram nas duas categorias, como o capim-carrapicho (Cebchrus echinatus), que causa sérios prejuízos à qualidade da fibra, e a corda-de-viola (Ipomea sp.), que também prejudica a qualidade da fibra e a operação de colheita.
Definir quais herbicidas são mais adequados está condicionado ao conhecimento da dinâmica do banco de sementes e do padrão de germinação das plantas. Não há regra específica sobre qual utilizar, nem quando usar. Para a tomada de decisão do controle, é essencial considerar as espécies presentes na área, o histórico de manejo adotado, a disponibilidade de herbicidas, a época e duração da competição e os custos.