Adubação foliar no cultivo do milho safrinha

Embora o molibdênio seja o nutriente com maior probabilidade de resposta na cultura do milho safrinha, sua utilização ainda não é prática tão rotineira nas lavouras quanto deveria

Aline Jesus
Adubação

As pesquisas realizadas pela Fundação MS nos municípios sulmatogrossenses de Rio Brilhante, Dourados, Antônio João, Maracaju e São Gabriel do Oeste avaliaram a resposta do milho safrinha à aplicação foliar de nutrientes, em 2007. O documento em anexo traz a descrição dos sete tratamentos utilizados nos experimentos mostra diferentes dosagens de produtos que foram testados no estágio V5.

Ainda na safrinha 2007, pesquisadores verificaram que os tratamentos testados não afetaram a produtividade do milho safrinha. Neste ano, também não foram observadas respostas quanto à aplicação foliar de molibdênio, zinco e fosfito (estágio V5) como mostra a tabela referente a produtividade em cada local. Esta ausência de resposta pode estar relacionada aos altos teores de micronutrientes na análise do solo e ao manejo adequado, sob plantio direto. Segundo os pesquisadores, esta condição do solo foi o fator principal que dispensou a complementação foliar desses nutrientes, resultando consequentemente uma nutrição adequada do milho safrinha.

Outro experimento realizado durante a safrinha de 2007 ocorreu na Fazenda Santa Ilda na cidade de Dourados (MS). A tabela referente às dosagens com aplicação de Cofermol-Plus (fertilizante foliar líquido que contém em sua formulação cobalto e molibdênio) via foliar em V5, na página 25 do documento em anexo, mostra os resultados feitos em cinco tratamentos. Como resultado, os pesquisadores não observaram significância dos efeitos da fórmula sobre a produtividade do milho safrinha. Porém, foram observados ganhos de cinco sacas por hectare com a utilização de 180 ml por hectare de Cofermol-Plus. Já com doses de 120 ml o produtor pode atingir a máxima eficiência econômica na cultura do milho safrinha.

Por último, os dados de trabalhos com adubação foliar durante as safrinhas de 2007 e 2008 mostram que em solos de boa fertilidade, sob plantio em sucessão à soja, o resultado mostra baixa probabilidade de resposta à aplicação foliar. Os pesquisadores explicam que o molibdênio é o nutriente que concentra maior probabilidade de resposta, embora sua utilização na cultura do milho safrinha ainda seja menor do que na cultura da soja. A Fundação MS informa que os experimentos que visam definir dose, momento de aplicação e fonte ainda estão em andamento. Porém, dados preliminares indicam que o produtor aplique de 15 a 20 gramas do nutriente quando o milho apresentar quatro a cinco folhas desenvolvidas (estágio V4/V5).

Quanto à utilização do zinco e do boro, o produtor deve considerar fatores como histórico da área e teores desses nutrientes na análise do solo. De preferência deve-se efetuar a correção do solo a lanço em área total antes da cultura de verão, ou até mesmo, aplicação via sulco em doses que variam de 0,8 a 1,5 quilo de zinco por hectare e 0,3 a 0,5 quilo de boro por hectare.