Uma boa ferramenta para se obter desenvolvimento vegetal na região do cerrado, onde há baixa disponibilidade de fósforo, é a adubação fosfatada. A dose a ser aplicada é determinada a partir dos níveis de fósforo obtidos através dos métodos de extração Mehlich-1 ou Resina.
Em solos com nível muito baixo, baixo ou médio do nutriente, é necessário fazer correção e adubação de manutenção. A tabela, publicada em artigo da Fundação MS, apresenta as doses adequadas para a adubação de correção, que pode ser corretiva total ou gradual. No caso da manutenção, a dose pode variar entre 45 e 60 quilos por hectare em solos sob plantio direto bem conduzido. Já para solos de nível adequado ou alto de fósforo, não há necessidade de correção, indicando-se apenas o uso de adubação de manutenção nas mesmas doses citadas anteriormente.
A partir de trabalho conduzido pela Fundação MS em Maracaju (MS), com baixos teores iniciais de fósforo e solo argiloso (55% de argila), registrou-se que a dose de manutenção de 45 quilos por hectare assegurou produtividades de soja acima de 60 sacas por hectare durante quatro safras consecutivas.
Aplicação
A adubação fosfatada pode ser aplicada de diferentes modos, de acordo com os níveis de fósforo apresentados na análise de solo.
Nos níveis muito baixo, baixo ou médio, para a correção total o fertilizante pode ser aplicado a lanço e incorporado. Para correção gradual, a aplicação pode ser feita no sulco de semeadura em doses até a faixa de 120 a 140 quilos por hectare, de acordo com a necessidade indicada.
Em solos com níveis adequado ou alto, a correção não se faz necessária. Pode-se fazer a adubação de manutençao de 45 a 60 quilos por hectare a lanço antes da sameadura no sulco de semeadura, desde que seja em Plantio Direto bem conduzido. No caso de manejo de solo inadequado, a dose de fósforo de manutenção deve ser aumentada em, no mínimo, 25%.
Tendo como base experimentos realizados em Mato Grosso do Sul, a Fundação MS aponta que quando os teores de fósforo se encontram em níveis adequados há maior flexibilidade com relação ao modo de aplicação. Nesse caso, existe a possibilidade de realizar toda a adubação de manutenção a lanço em superfície sem comprometimento do potencial produtivo da soja.
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