Adubação fosfatada na soja: fontes de fósforo

As fontes solúveis de fósforo, apesar de terem um alto custo por tonelada, são as que apresentam o melhor custo/benefício. É o que mostra pesquisa da Fundação MS

Pedro Zuazo
Adubação

Na hora de escolher a fonte de nutriente, o produtor rural geralmente opta por aquele que tem um custo/tonelada mais baixo. No caso da adubação fosfatada, entretanto, a conduta deve ser outra. Segundo a Fundação MS, as fontes solúveis de fósforo, mesmo com um custo/tonelada mais alto, permitem uma melhor relação custo/benefício. A informação foi comprovada através de experimento realizado durante três safras, em Mato Grosso do Sul. O benefício das fontes solúveis se justifica pela alta concentração de fósforo solúvel nas matérias-primas e formulações.

Em Plantio Direto, a Fundação MS aponta para um bom desempenho das fontes de fósforo de alta solubilidade, tais como fosfato monoamônico (MAP), MAP sulfurado, fosfato diamônico (DAP), superfosfato simples (SPS) e superfosfato triplo (SPT). As formulações elaboradas a partir dessas fontes apresentam desempenho superior ao das fontes parcialmente solúveis e suas respectivas formulações.

No intuito de comparar diferentes formulações comerciais existentes no mercado, a Fundação MS conduziu experimento de longa duração em solo argiloso, com baixos teores iniciais de fósforo e enxofre, durante as safras de 2004/2005, 2005/2006 e 2006/2007. O trabalho levou em conta o fornecimento de nutrientes e a produtiviadade da soja.

Nos três casos, foi feita correção superficial do solo com calcário. O fósforo e o potássio foram fornecidos nas três safras pela aplicação de diferentes formulações de fertilizantes no sulco de plantio, associado à aplicação de cloreto de potássio. O total foi de 90 quilos por hectare de fósforo e a mesma quantidade de potássio. As quantidades dos demais nutrientes variaram em função da composição e concentração das fórmulas.

A safra 2004/2005 apresentou baixos potenciais produtivos em função da estiagem que atingiu a região. Ainda assim, a resposta foi intensa à adubação, que gerou incrementos de produtividade entre 5,9 e 22,9 sacas por hectare, variando de acordo com as formulações utilizadas. Em artigo publicado, a Fundação MS indica que os maiores ganhos de produtividade foram obtidos com formulações elaboradas a partir de fontes de fósforo solúvel. As tendências de desempenho se mantiveram nas safras 2005/2006 e 2006/2007, em que as condições climáticas foram favoráveis.

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