Para cada tonelada de grãos de milho colhida são retirados da lavoura aproximadamente 16 quilos de nitrogênio, o que classifica este nutriente o mais extraído e exportado pelo milho. Em comparação com outros nutrientes, as pesquisas da Fundação MS comprovam melhores respostas do milho safrinha ao nitrogênio quando cultivado em solos de boa fertilidade. Ainda que a semeadura do milho seja realizada sobre a mineralização da matéria orgânica e a decomposição da palhada da soja, a utilização de fertilizantes nitrogenados é necessária. A título de exemplo, para o produtor obter uma produtividade de 100 sacas por hectare a cultura do milho extrai 149 quilos de nitrogênio por hectare.
Conforme as pesquisas, há uma dificuldade muito grande para a aplicação do nitrogênio em cobertura na fase inicial que começa na emergência e vai até o estágio V2/V3, limitando-se no máximo até o estágio V4. Como medida de solução, o produtor rural deve utilizar de doses a partir de 30 quilos de nitrogênio por hectare no sulco da semeadura através de fórmulas mais concentradas em nitrogênio, ao invés de realizar o método de aplicação por cobertura. É importante lembrar que o fornecimento de nitrogênio na fase inicial é essencial, já que a produtividade da cultura se realiza nesta fase.
Confira, nas tabelas abaixo, dados referentes aos teores de nutrientes em solos corrigidos de boa fertilidade. O objetivo da Fundação MS foi avaliar a resposta do milho safrinha sob diferentes fontes de nitrogênio em cobertura quando há o fornecimento de doses do nutriente no sulco de plantio. Os trabalhos de pesquisa foram realizados em Dourados, Antônio João, Maracaju e São Gabriel do Oeste, no estado do Mato Grosso do Sul.
Teores de nutrientes no solo na camada de 0-20 e 0-40 cm, safrinha 2007.
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