Uma das mais promissoras fruteiras nativas para exploração na Amazônia, onde inclusive já existem diversas plantações comerciais, é o cupuaçuzeiro (Theobroma grandiflorum (Willdenow ex Sprengel). Trata-se de uma espécie que se destaca das demais nativas da região, em virtude das amplas possibilidades de mercado. Sua polpa é empregada pelo segmento agroindustrial para a fabricação de sorvetes, licores, compotas, néctares, sucos, geleias, biscoitos, e as amêndoas aproveitadas para produção de chocolate e de uma gordura fina semelhante à manteiga de cacau.
De acordo com a Embrapa Amazônia Oriental, o cupuaçuzeiro encontra-se implantado na Amazônia, em vários tipos de solos, com a predominância naqueles de baixa fertilidade natural. Adicionalmente, ainda segundo o centro de pesquisa, pouco se conhece até hoje sobre as exigências nutricionais da espécie. Em razão disso, a Embrapa Amazônia Oriental estabeleceu a recomendação da adubação e da calagem para plantas de cupuaçuzeiro, além da caracterização visual dos sintomas de deficiência de macronutrientes.
Quanto ao primeiro aspecto citado a adubação a Embrapa Amazônia Oriental indica para as condições de cultivo na Amazônia o seguinte: na hora do plantio, incorporar na cova com dimensões de 40 por 40 por 40 centímetros, 10 litros de esterco de curral curtido, ou três litros de esterco de galinha e 10 gramas por planta de FTE BR 12 extra.
Já as doses de nitrogênio, fósforo e potássio vão variar, conforme os resultados da análise do solo e no decorrer dos anos, na fase de crescimento e produção da planta. As fontes de nutrientes são uréia, superfosfato triplo ou fosfato natural e cloreto de potássio. A partir do segundo ano, recomenda-se aplicar o sulfato de magnésio, sendo a quantidade de óxido de magnésio correspondente a um terço de óxido de carbono e 20 gramas por planta de FTE BR 12 extra.
A época mais propícia para aplicação dos fertilizantes é no início das chuvas ou no final da estação chuvosa, quando a precipitação pluviométrica começa a diminuir de intensidade. Na fase de crescimento e produção, o fertilizante fosfatado deve ser aplicado de uma só vez, no início do período chuvoso.
Para o adubo nitrogenado, potássico e magnesiano, a aplicação deve ser parcelada em duas aplicações. Aplicar 70% do nitrogenado no início das chuvas e os 30% restantes no final da estação chuvosa. Para o caso do potássio, recomenda-se aplicar 35% no início das chuvas e os 65% restantes no final das chuvas.
O fertilizante deve ser aplicado uniformemente em cobertura em toda a área de coroamento da planta. Em cupuaçuzeiros, o tamanho do coroamento deve ser determinado em função da área da copa.