Agricultores gaúchos fazem o terraceamento da lavoura

Rejane Paludo, Emater/RS-Ascar
Manejo

O impacto da água das chuvas no solo abriu valetas na terra cultivada pelo agricultor Osmar Romani, no interior de Guaporé, que dificultam o trabalho. “Com o trator, não dava mais para cruzar”, explica. A fim de controlar a erosão, evitando a perda de solo e a contaminação do rio com produtos químicos aplicados na lavoura, e facilitar a operação dos implementos agrícolas utilizados na semeadura, pulverização e colheita dos grãos, o agricultor fez o terraceamento dos 27 hectares utilizados no cultivo de milho (no verão) e pastagem (no inverno) para o gado de leite.

Romani é o segundo produtor no município a adotar essa prática de conservação do solo, que é incentivada pela extensão rural. A construção de terraços tem o propósito de disciplinar o volume de escoamento da água das chuvas e deve ser utilizada junto com outras práticas de manejo. Conforme o assistente técnico da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, João Villa, com o advento do plantio direto, difundiu-se a ideia de que os terraços não eram mais necessários. “Contudo, esse sistema não reduz completamente a enxurrada”, salienta.

Na propriedade da família Romani, devido à topografia, o terraço foi construído com curvas em desnível, a fim de permitir que parte da água excedente escoe para uma área de mato. Para fazer o terraceamento, o produtor não teve despesas, pois a Prefeitura do município, por meio de lei, disponibiliza gratuitamente o serviço de máquinas para os agricultores em diversos setores, entre eles o de conservação do solo.