Conciliar o cultivo de espécies arbóreas com a apicultura. O próprio título da pesquisa “Quintais agro-florestais como pasto apícola para abelhas sem ferrão em áreas de agricultores familiares no Acre” já define o objetivo do trabalho realizado pela Embrapa. Os insetos funcionam como agentes polinizadores das culturas, o que pode proporcionar aumento da produtividade e outras fontes de renda.
Inserido em um projeto maior, coordenado pela professora Patrícia Maria Drumond, a pesquisa de Tadário Kamel de Oliveira avalia a composição florística dos quintais e identifica o período de floração, que contribui para a alimentação das abelhas e, consequentemente, a produção de mel. Foram levantados 20 quintais agro-florestais, entre seis e 16 anos de idade, em quatro municípios acreanos, e feito o levantamento de indivíduos presentes em cada propriedade.
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Quintais florestais são visitados por abelhas e integram diferentes culturas |
De acordo com Tadário, exemplares como o cajueiro, ingá-cipó e urucum são constantemente visitados pelas abelhas. Por isso, a escolha do produtor para a montagem do quintal ganha em produtividade se voltada para a apicultura.
— É possível selecionar espécies de plantas para compor os quintais para ter uma produção durante todo o ano. No período de escassez de flores no meio rural, o quintal florestal pode servir como fonte de alimento para as abelhas sem ferrão — alerta Tadário.
Já a pesquisadora Patrícia Drumond explica que são realizadas observações em campo, em laboratórios e entrevistas com agricultores familiares e outros produtores de mel. A Embrapa Acre oferece ainda treinamentos com aulas teóricas e práticas para os interessados na criação das abelhas sem ferrão. Com início em 2007, o trabalho visa a integração entre plantas nativas, culturas agrícolas e apicultura.
— Até o momento, encontram-se em investigação outras plantas visitadas pelas abelhas como alternativa de enriquecimento à vegetação em torno dos apiários e meliponários — comenta Patrícia.
