Pelo quarto ano consecutivo no Agrishow, as embutidoras de grãos da Marcher Brasil estão expostas na 17° edição da feira tecnológica internacional, em Ribeirão Preto, São Paulo. Os modelos Ingrain 100 e 150 compõem um sistema móvel de armazenagem, realizando o enchimento de silos plásticos com dimensões de 60 metros de comprimento por 2.60 de diâmetro. Bastante acessível economicamente, a técnica de origem argentina dispensa os gastos com transporte e armazéns. Versáteis, os silobags atendem desde propriedades com 50 hectares até os grandes plantios, permitindo que os produtores esperem a entressafra, período em que é possível atingir preços diferenciados.
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— Cada uma das unidades suporta até três mil sacas e de maneira geral o custo fica abaixo de R$ 1,00 por saca. Somente a eliminação do investimento no transporte já paga a compra do sistema de armazenagem em silobag. Produtos acomodados em espaços de terceiros são depreciados, com o valor de balcão. Já a produção guardada em casa é mais valorizada, é o chamado valor disponível. Em soja, por exemplo, esse valor chega a três reais por saca armazenada, ou seja, você ganha três ou quatro vezes mais do que investiu — compara Tiago Fornari, gerente comercial da empresa.
Na prática, a embutidora é acoplada a um trator de baixa potência, que vai receber o grão de uma colheitadeira, caminhão basculante ou vagão graneleiro e distribuí-los no silobag. As máquinas são equipadas com freio a disco, componente fundamental para garantir a compactação e distribuição adequada do material no interior da bolsa, expulsando todo o oxigênio do interior. Hermeticamente fechado, o recipiente mantém as características físicas e químicas dos grãos inalteradas, preservando o aspecto visual e agregando valor para comercialização.
Fornari ressalta que o trator apenas cede a sua tomada de força, e que é o próprio peso do grão que vai empurrando a máquina para frente. A ferramenta, extremamente simples de ser manipulada, precisa apenas que o terreno esteja o mais limpo e plano possível para a disposição dos silos. A novidade é muito promissora, uma vez que as estimativas identificam apenas 15% dos agricultores brasileiros em condições de armazenar as própria colheita tradicionalmente, e a carência se estende a toda a estrutura logística do segmento.
— Os números demonstram que cerca de 3% da safra brasileira já é armazenada em Silobag. Porém, existem algumas regiões mais desenvolvidas nesse sentido como Bahia, Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais. A aceitação tem sido muito boa porque o produtor já entende os benefícios de manejo e principalmente experimenta as vantagens financeiras de gerenciar a comercialização do próprio produto — resume.
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