Presente há sete anos no Show Rural Coopavel, o estande da agroecologia apresenta em toda a sua área uma propriedade ecologicamente correta. Este espaço do Emater representa uma propriedade com mais de 40 atividades, tais como a horticultura, fruticultura, cereais, tomate em estufa alternativa construída com bambu. Destaque também para a pecuária de leite ecológico, onde se apresenta pasto sombreado e complementos alimentares com podas de árvores leguminosas e esterco para fazer a adubação.
Todas as culturas de plantio são produzidas de forma orgânica amparadas pela ciência agroecológica, ou seja, sem o uso de produtos químicos sintéticos, uma tendência a ganhar espaço no mercado. “A agroecologia tem muito a desenvolver, pois faltam atitudes tanto para quem produz como para quem consome, podendo mudar a história no momento em que se exige qualidade e pureza no produto alimentar”, destaca Nilo Deliberali, técnico em agropecuária do Emater.
Além dos interessados em conhecer essas tecnologias sustentáveis de produções saudáveis, produtores que trabalham com agricultura orgânica visitam este estande em busca de novidades. A soma de conhecimentos entre técnico, pesquisador e produtor está presente nesta forma de sistema no campo. “No Emater trabalhamos com a extensão rural junto do agricultor, respeitando a cultura deles, os saberes e os sabores, compartilhando conhecimentos e experiências. Isso tudo exige muita dedicação e desafio, tanto dos técnicos quanto dos agricultores”, enfatiza o coordenador estadual de agroecologia do Instituto Emater, Paulo Henrique Lizarelli.
Os produtos homeopáticos também estão presentes na agroecologia, eles fazem parte do cuidado com os animais e tem por objetivo prevenir e tratar doenças ou pragas como mastite e carrapatos. O extensionista do Emater Ronaldo Fochessatto explica que ainda existem problemas na produção do leite sem resíduos. “A dificuldade na produção do leite orgânico é a questão da quantidade. Hoje, ainda se produz leite orgânico misturando-se com o leite cheio de impurezas”, relata o técnico agropecuário.
Já no plantio da soja, a agroecologia possibilita uma produção sem agrotóxicos, controlando-se a temida lagarta com inseticidas biológicos e vários sistemas preventivos, como o fortalecimento da fertilidade dos solos, por exemplo, através das adubações verdes que consistem em ‘coquetéis’ de espécies utilizados para melhorar o solo para a cultura subsequente.
O Instituto Emater, além das vitrines agroecológicas, atende em 18 regiões nas quais cada uma possui um articulador, ou seja, uma pessoa especialista no assunto que sabe onde os produtores estão praticando os sistemas de plantio em bases ecológicas. Na área de 2.000 metros quadrados reservados para a agroecologia, é possível obter mais informações onde os extensionistas mostram minuciosamente como esta opção sustentável de cuidar do campo e produzir alimentos torna-se ainda mais saudável e lucrativa. (Priscila Daiana Rabaiolli / Simone Lima)