Pesquisas da Embrapa Pecuária Sudeste mostraram a viabilidade econômica da utilização da alfafa sob pastejo como parte da dieta de vacas em lactação e o seu potencial de contribuir para a competitividade de sistemas de produção de leite.
Os resultados mostraram que a utilização de alfafa em pastejo, em substituição parcial à silagem de milho, tanto na forma restrita como à vontade, apresentou a mesma eficiência na produção de leite por vaca. Porém houve maior produção por hectare quando comparada com o fornecimento de silagem de milho como único volumoso.
De acordo com informações do Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento número 20, de julho de 2009, os testes utilizaram 24 vacas da raça holandesa, em estágio médio da lactação. Os animais foram distribuídos em delineamento em blocos ao acaso em três sistemas de alimentação (A, B e C).
No tratamento testemunha (A) os animais foram alimentados com silagem de milho e concentrado. Nos outros dois tratamentos, a silagem de milho foi substituída parcialmente pelo pastejo em alfafa durante 4 horas por dia (tratamento B) ou 24 horas por dia (tratamento C). O pastejo foi rotacionado e a quantidade de concentrado igual (5 quilogramas por vaca por dia) em todos os tratamentos. A disponibilidade de forragem foi de 2.338 e 1878 quilogramas de matéria seca por hectare e a oferta, de 10,8 e 25,2 quilogramas matéria seca por vaca por dia, nos tratamentos B e C, respectivamente.
Os autores, representados por Armando de Andrade Rodrigues, explicam que a alfafa é uma das leguminosas forrageiras mais importantes para alimentação de bovinos leiteiros. Em pesquisas anteriores, em São Carlos, confirmaram o potencial de utilização da alfafa no Brasil. No plantio de cultivar Crioula em pastejo rotacionado como parte da dieta de vacas leiteiras, estimou-se que a produção anual, nas condições de adubação e de irrigação adotadas pela pesquisa, tenha alcançado aproximadamente 30 toneladas de matéria seca por hectare. Para obter mais informações, faça o download do arquivo em anexo.