Algodão colorido competitivo no mercado

Embrapa agrega qualidades à fibra do algodão e cria cultivares com fio resistente

Juliana Royo
Agricultura Familiar

O algodão colorido, ao contrário do que muitos pensam, existe na natureza, não é um artifício de laboratório. A coloração é natural. No entanto, ele não podia ser comercializado por não ter características de fiabilidade, ou seja, não produzia fios com resistência adequada. Para transformar o algodão colorido em mais uma opção de mercado para os produtores, a Embrapa criou cultivares que atendessem a demanda. O que ela fez foi agregar qualidades à fibra do algodão colorido para que o fio tivesse resistência e pudesse competir com o tradicional.

|BARRA_AUDIO|

O BRS Marrom foi o pioneiro, em 2001, depois vieram o BRS Verde, o BRS Rubi e o BRS Safira, em 2006. O algodão colorido é cultivado principalmente na Região nordeste, por agricultores familiares. A Embrapa explica que a única diferença entre as cultivares e o algodão branco tradicional são as cores, o manejo, a questão da sanidade e até as pragas (principalmente o bicudo) são as mesmas.

— No início, o mercado estava desconfiado, porque sempre preferiu a coloração branca. Muitos produziram o algodão colorido, mas não tinha quem comprasse. Hoje, isso mudou. Temos lojas que vendem o algodão colorido em todas as partes do país e, principalmente, um mercado de exportação forte — garante o engenheiro agrônomo Felipe Guimarães, da Embrapa Algodão.

Cultivares resistentes
de algodão colorido
conquistaram espaço
no mercado de
exportação