Algodão: pragas se adequam a manejos, culturas e condições diferentes

Geralmente podemos considerar a adaptação das pragas a uma adequação dos manejos realizados pelo produtor

Paulo Edimar Saran e Gabriel Zeni
Sanidade Vegetal

A interação das pragas entre os cultivos é algo bastante comum nas lavouras de soja, milho e algodão nas regiões de cerrado (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Tocantins, Bahia, Piauí e Maranhão). As pragas de uma cultura podem atacar outra cultura plantada. Esta interação está quase sempre ligada à necessidade de sobrevivência da espécie.
 
Geralmente podemos considerar a adaptação das pragas a uma adequação dos manejos realizados pelo produtor, como as alterações ou prolongamentos das datas de plantio, os diferentes sistemas de cultivo, as rotações de culturas e as frequentes pulverizações. A maior ou menor ocorrência de uma praga em um cultivo está relacionada a um conjunto de fatores como o controle cultural, biológico ou químico.
 
O controle cultural, quando não utilizado, promove a migração das pragas por períodos prolongados devido a constante eclosão de adultos. Já o controle biológico pode ocorrer de maneira natural, quando a evolução de doenças e de insetos benéficos ocorre durante o período de desenvolvimento de pragas, ou induzida, quando não se aplica produtos químicos intencionalmente durante o período de maturação da cultura em questão. Já o controle químico influencia nas ocorrências futuras das pragas tanto no cultivo tratado como nos cultivos vizinhos ou a serem plantados.
 
Datas de plantio, áreas plantadas dos cultivos, distância entre as áreas de diferentes cultivos e condições climáticas favoráveis ou desfavoráveis são outros fatores que também influem na interação das pragas com as culturas. Estamos abordando cada um dos tipos de pragas migratórias na nossa Coluna Técnica do Algodão.
 
Exemplos de facilitadores na multiplicação e migração dos insetos:

Soja precoce e tardia

Cultivos de soja e algodão