O cultivo da videira no Rio Grande do Sul é feito, geralmente, em solos rasos, com textura média ou argilosa e teor médio ou alto de matéria orgânica e manutenção dos resíduos de plantas de cobertura durante todo o ano. Estas particularidades capacitam o fornecimento de nitrogênio ao solo, proporcional a mineralização da matéria orgânica lábil.
A Embrapa Uva e Vinho explica que devido ao aumento de fronteiras agrícolas, as áreas cultivadas com culturas anuais do Planalto do Rio Grande do Sul foram incorporadas ao sistema de produção de uvas. A título de exemplo, as cultivares utilizadas na produção de vinhos populares e sucos como a Bordô e híbridas passaram a ser cultivadas em solos com textura média ou argilosa e, baixo ou médio teor de matéria orgânica, com pequena capacidade de suprimento de nitrogênio. A partir daí, a aplicação do nitrogênio tornou-se uma prática de manejo recomendada. Seu efeito na folha inteira e/ou pecíolo é utilizado para avaliar o estado nutricional da planta, o potencial de produção, a composição da uva, e a acumulação de nutrientes que se refletirão na qualidade do produto final.
A Comissão de Química e Fertilidade do Solo do Rio Grande do Sul estabelece para o Estado e para Santa Catarina que a dose de nitrogênio a ser utilizada no ciclo seguinte das videiras seja baseada no teor total na folha inteira ou no pecíolo. Vale lembrar que estes devem se coletados na mudança da cor das bagas somado à quantidade que utilizará para uma expectativa de produtividade.
A partir dos enfoques citados, a Embrapa Uva e Vinho avaliou como a aplicação de nitrogênio afeta o seu teor na folha inteira e pecíolo, na produção e composição da uva pela adubação nitrogenada em videiras no Planalto do Rio Grande do Sul.
Saiba mais sobre o experimento e seus resultados