A recomendação de adubação e calagem é uma ferramenta fundamental para se ter sucesso no aumento da produtividade na cultura da soja. Mas a eficiência da recomendação depende diretamente de uma análise de solo segura e confiável. Em estudo da Fundação MS, os pesquisadores Dirceu Broch e Sidnei Ranno ressaltam a importância da correta execução da análise de solo e explicam o passo-a-passo da amostragem para que haja menor margem de erro na interpretação dos resultados analíticos.
Enquanto a análise foliar fornece apenas informações complementares sobre a nutrição das plantas, a amostragem de solo, quando bem executada, determina os teores dos nutrientes e reflete o real estado de fertilidade do solo. Apesar de outros fatores influenciarem o produtor rural na escolha da adubação, tais como o histórico da área, a condição financeira e a expectativa de produtividade, a tomada de decisão deve ser baseada em uma recomendação de adubação. Para isso, é necessária uma correta amostragem de solo.
Frequência e época de amostragem
Para que seja eficiente, a amostragem de solo deve ser anual nos três primeiros anos de produção, no intuito de acompanhar a evolução da fertilidade do solo. A partir do terceiro ano, o processo pode ser feito com um intervalo de dois ou três anos. A amostragem pode ser feita em qualquer época do ano, sendo normalmente realizada no final do período chuvoso (maio a junho), ou logo após a colheita da cultura de verão, quando a sucessão de culturas é imediata.
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