A recomendação de adubação e calagem se baseia principalmente na análise de solo, mas a análise foliar pode fornecer informações complementares para o planejamento da fertilização. A eficácia da análise de folhas depende de uma amostragem representativa, levando em consideração o estágio fenológico, o órgão analisado, a variedade, o local de coleta na planta e a época.
Em pesquisa, a Fundação MS recomenda o florescimento, estágio fenológico R2 (saiba mais sobre a fenologia da soja), como a época de coleta para a cultura da soja. O processo consiste na coleta da primeira folha com aspecto maduro a partir do ápice da planta, sem o pecíolo. Para cada gleba homogênea deve haver uma amostragem composta por 30 folhas, uma por planta.
Cuidados com a amostragem
Para que a credibilidade da amostragem não seja comprometida, alguns cuidados devem ser levados. A Fundação MS A coleta não deve ser feita próxima a estradas ou carreadores, em áreas com aplicação recente de nutrientes via foliar ou em plantas atacadas por pragas e doenças. Se o produtor perceber algum sintoma de desordem nutricional em um estágio fenológico diferente da programação da análise foliar, é recomendado fazer amostragem das plantas tidas como “normais” e naquelas “anormais” e enviar o material para o laboratório.
Interpretação foliar
Após 15 anos de pesquisa e acompanhamentos em propriedades rurais no Mato Grosso do Sul, a Fundação MS desenvolveu um quadro de interpretação foliar que apresenta as amplitudes de teores foliares de nutrientes na cultura da soja. As informações são baseadas em amostragens de folhas realizadas a pleno florescimento em lavouras de alta produtividade de soja. A concentração foliar considerada adequada para cada elemento pode ser consultada na tabela (clique no link abaixo):
Concentração foliar de nutrientes na cultura da soja em lavouras de Mato Grosso do Sul. Fonte: Fundação MS, 2008.