Análise de tourinhos alimentados com rações contendo silagens de cana-de-açúcar

A avaliação do desempenho de bovinos de corte em confinamento, alimentados com silagem de cana-de-açúcar aditivadas não resultou melhoria no desempenho

Embrapa
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O uso da cana-de-açúcar na alimentação de bovinos confinados tem se expandido no Brasil. Dentre os motivos que levam a esta expansão, destaca-se o fato de ser esta a planta forrageira de maior potencial de produção de massa e de energia por unidade de área. A necessidade de maior eficiência no manejo da alimentação e nos tratos culturais dos canaviais e o encarecimento da mão-de-obra têm levado os pecuaristas a optar pelo uso da cana-de-açúcar na forma ensilada.

Silagens da cana-de-açúcar apresentam, no entanto, intensa fermentação alcoólica, devida à atividade de leveduras, que convertem os açúcares da forragem em etanol, em gás carbônico e em água. Têm sido relatados em cana-de-açúcar ensilada sem o uso de aditivos, acarretando perdas totais de MS de até 29%.

Pelo fato de ser fundamental o controle das leveduras, quando se busca a redução da produção de etanol em silagens, diversos produtos com efeito fungicida têm sido avaliados para controle da produção de etanol em silagens de cana-de-açúcar. A aplicação de uréia reduziu a produção de etanol, propiciando melhor padrão de fermentação e melhor composição bromatológica das silagens, indicando haver necessidade de ajuste nas doses e mais estudos com estes aditivos. No entanto, poucos trabalhos de pesquisa avaliaram o desempenho de bovinos de corte em confinamento, alimentados com silagem de cana-de-açúcar aditivadas em avaliação de rações que continham aproximadamente 30% de silagem de cana-de-açúcar.

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