A Embrapa Cerrados realizou um estudo para avaliar a espécie de maracujazeiro doce Passiflora nitida Kunth, pois, apesar de seu potencial comercial, ainda não existem cultivos empresariais e predomine a atividade extrativista do fruto, consumido geralmente in natura por populações rurais. Foi realizada uma pesquisa, englobando dez acessos oriundos do centro-norte do Brasil, para proceder a caracterização físico-química de Passiflora nítida.
As análises abrangeram avaliações físicas de cada fruto, medindo-se o peso, os diâmetros longitudinal e transversal e o comprimento do pedúnculo. Além disso, os frutos foram despolpados e determinou-se o peso da polpa acrescida das sementes, o peso da polpa, o peso da semente, o volume de suco e a espessura da casca.
Em seguida, procederam-se as análises químicas de acidez total titulável, teor de sólidos solúveis totais e pH. As médias de dados foram comparadas pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. Os resultados permitiram destacar alguns acessos mais promissores para inserção no mercado, como o “Vale do Amanhecer”.
Também foi possível observar que os acessos procedentes do cerrado possuem características físicas mais desejáveis, produzindo frutos maiores e com maior quantidade de polpa. Por outro lado, o acesso procedente do Amazonas proporcionou menor espessura de casca, característica desejável para o mercado de frutas in natura. Maiores estudos, especialmente envolvendo hibridações interespecíficas, são importantes a fim de se obter um material genético promissor para o mercado.
Análise físico-química de maracujazeiro pouco conhecido
A Embrapa Cerrados realizou um estudo para avaliar a espécie de maracujazeiro doce Passiflora nitida Kunth
Redação
Melhoramento genético