Análise nutricional do milho em função da aplicação de gesso de minério e fontes de fósforo

Unesp avalia influência do gesso de minério, associado a diferentes fontes de fósforo, sobre análise nutricional de plantas de milho cultivadas sob sistema Plantio Direto

Redação
Nutrição Vegetal

A Unesp realizou um trabalho para avaliar a influência do gesso de minério, associado a diferentes fontes de fósforo, sobre a análise nutricional de plantas de milho cultivadas sob sistema plantio direto. Sabe-se que a aplicação superficial de gesso de minério é uma alternativa à acidez do solo em subsuperfície. Outro benefício do gesso é contribuir para que outros nutrientes, principalmente o fósforo, aumente sua disponibilidade no solo.

O trabalho foi desenvolvido na área experimental do Campus Delza Gitaí, município de Rio Largo (AL), em Latossolo Amarelo coeso distrófico. Foi utilizado o delineamento de blocos casualisados, com parcelas subdivididas e quatro repetições. As parcelas foram constituídas pelas fontes de fósforo (superfosfato triplo, superfosfato simples e sem fósforo). As subparcelas foram constituídas pela presença ou ausência de aplicação de gesso de minério.

A quantidade de gesso aplicado ao solo seguiu os critérios de recomendação da literatura especializada, com isso, foram usados 1.450 quilos por hectare de gesso. Este foi aplicado em superfície, a lanço, sem incorporação. As características do gesso de minério utilizado são: CaO=30%, S=16% e Umidade=12%.

Trinta dias após a aplicação do gesso de minério, foi realizada a semeadura do híbrido de milho BRS 3150, em quatro linhas individuais, espaçadas de 80 centímetros, distribuindo-se cinco sementes por metro.

Por ocasião da semeadura, toda área experimental recebeu 30 e 120 quilos por hectare de nitrogênio e potássio, na forma de ureia e cloreto de potássio, respectivamente. Nos tratamentos que receberam fósforo, foram aplicados 50 quilos por hectare de fósforo.

Na adubação de cobertura, foram aplicados 120 quilos por hectare de nitrogênio na forma de uréia aos 20 dias após a semeadura, quando as plantas de milho encontravam-se com quatro folhas totalmente expandidas. O adubo foi distribuído em superfície, a 20 centímetros da planta de milho, ao longo da linha de semeadura.Para avaliar o estado nutricional das plantas, foram coletadas folhas de 10 plantas por subparcela no período de florescimento.

Um dos resultados constatados no experimento foi que os teores de fósforo não apresentaram diferenças significativas. Os teores de fósforo ficaram situados na faixa considerada adequada, entre 1,9 e 3,5 gramas por quilo de matéria seca.

A explicação para isso, segundo os autores do experimento, é que, provavelmente, a ausência de efeito para o fósforo, em função das fontes de fósforo, se deva ao fato dos teores desse nutriente no solo estarem acima do nível de suficiência.

Além disso, evidenciou-se que, apesar da melhor distribuição em profundidade do sistema radicular nos tratamentos com gesso, esse fato não refletiu em maior absorção de fósforo pela planta.