Análise química do solo é fundamental para nutrição da bananeira

Potássio e nitrogênio são os nutrientes mais necessários para o desenvolvimento da banana

Juliana Royo
Nutrição Vegetal

A banana é uma cultura muito sensível às condições de solo. Ela precisa de altos níveis de adubação, principalmente potássio e nitrogênio, para se desenvolver plenamente e o produtor deve ficar atento a estas necessidades. É fundamental que o bananicultor faça análises químicas do solo para saber exatamente quanto de fertilizante ele deve usar e onde deve ser esta aplicação.

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A pesquisadora Ana Lúcia Borges, da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical, explica que se a análise do solo mostrar a necessidade de se fazer a calagem ela tem que ser realizada até 30 dias antes do plantio e aplicada a lanço. Segundo ela, o calcário traz inúmeros benefícios à cultura porque vai elevar o Ph do solo, fornecer cálcio e magnésio para as plantas e neutralizar alumínio trocável. Mas ela alerta que a adubação só deve ser feita se for necessária.

— A análise química é fundamental. Ela é barata, custa entre R$ 15 e R$ 20, ainda mais pelo ganho que o produtor pode ter porque ele vai saber exatamente onde ele deve aplicar o fertilizante ao invés de fazer a aplicação em toda a área e com isso vai economizar muito. A amostragem é a parte mais crucial da análise porque se for mal feita pode provocar um resultado errado. O produtor tem que retirar amostragens de vários pontos da área e se ele não tiver conhecimento de como fazer esta técnica deve contratar um técnico especialista — ensina.

Com a adubação correta, principalmente com a presença necessário de potássio, a produtividade pode aumentar em até 50%, dependendo das condições de solo. O potássio é o principal nutriente que dá vigor aos frutos, sem ele a banana fica murcha e não pode ser comercializada. Ana Lúcia diz que a dosagem ideal de potássio no solo deve ser de 120 ptm (a análise química de solo indica... ) e que se o solo tiver menos do 0,60 centimol por decímetro cúbico ele precisa ser adubado. Segundo a pesquisadora, um solo extremamente pobre é aquele que tem potássio inferior a 0,15 centimol por decímetro cúbico.

— Apesar da banana ser uma cultura extremamente exigente em nutrientes do solo, dois terços da biomassa da parte vegetativa que ela produz retorna a ele. Existe uma recuperação significativa daqueles nutrientes que ela absorveu, principalmente potássio, cálcio e magnésio. Então, ela não é uma cultura extrativa é uma cultura que preserva o solo porque mantém o solo coberto e muito fácil para o pequeno produtor manejar — explica Ana Lúcia.