Uma degustação foi utilizada para medir a preferência na carne de ovinos. A mostra utilizou o corte longissimus dorsi provenientes de ovinos de três grupos genéticos: Santa Inês, meio-sangue Dorper x Santa Inês e meio-sangue Suffolk x Santa Inês.
No questionário aplicado pela Embrapa Pecuária Sudeste a 28 provadores de ambos os sexos, perguntava qual das amostras apresentava diferenças na aparência, no sabor, no aroma e na textura.
Pelo teste de diferença, a pesquisadora Renata Tieko Nassu concluiu que não houve diferença entre as amostras de carne de ovinos provenientes de machos ou de fêmeas, dos três grupos genéticos estudados.
Na preferência da maioria no atributo textura, a carne de ovinos machos do grupo genético Santa Inês teve mais votos, quando comparada à das fêmeas do grupo genético Santa Inês e à dosmachos do grupo meio-sangue Dorper x Santa Inês. E se comparados animais do mesmo sexo, a carne das fêmeas do grupo genético Santa Inês também foi mais preferida em relação à do grupo genético meio-sangue Dorperx Santa Inês, para o mesmo atributo.
Antes atividade tradicional das regiões Sul e Nordeste do País, a ovinocultura vem se desenvolvendo gradativamente por outros estados brasileiros.
Através dessa análise sensorial, a Embrapa buscou determinar entre consumidores a aceitação das novas raças e dos novos cruzamentos. De acordo com a pesquisa, atributos importantes na qualidade na carne de ovinos são a cor, o sabor, a maciez e a suculência. E, estes podem ser influenciados, entre outros, pelo grupo genético, pela idade ao abate, pelo tipo de alimentação, pelo manejo pré-abate e pelo manejo pós-abate. Acesse o arquivo em anexo para saber mais sobre o estudo.