Aplicação de fertilizantes de manutenção a lanço na cultura da soja

A aplicação de fertilizantes de manutenção a lanço merece cuidados e deve seguir certos critérios. É o que aponta pesquisa da Fundação MS

Pedro Zuazo
Adubação

A adubação de manutenção pode ser aplicada a lanço ou no sulco da semeadura, dependendo da ocasião. A Fundação MS aponta alguns critérios que o produtor deve observar para aproveitar as vantagens dessa adubação.

Critérios aplicação

A aplicação a lanço é recomendada para solos corrigidos de boa fertilidade sob Plantio Direto bem conduzido. As áreas de aplicação mais recomendadas são aquelas cujos teores de fósforo, potássio e demais nutrientes estejam acima do nível crítico (90% do rendimento potencial). Também é indicado que seja aplicado em regiões que não apresentam períodos prolongados de déficit hídrico.

Em solos com média fertilidade, é necessário aplicar pelo menos 50% do fertilizante de manutenção no sulco de semeadura. Nesse caso, a ausência de restrição hídrica à cultura é fundamental.

Já no caso dos solos com baixos teores de fósforo e potássio, ou em regiões com períodos prolongados de déficit hídrico, a aplicação do fertilizante de manutenção no sulco da semeadura deve ser priorizado.

Cuidados

A regulagem dos equipamentos de distribuição a lanço merece atenção especial, pois uma regulagem estática pode subestimar a dose por hectare aplicada. É preciso considerar também que cada equipamento foi projetado para fazer aplicações em uma determinada largura máxima de trabalho. Quando essa largura for superior à largura útil de trabalho, faz-se necessária a sobreposição de passadas adjacentes.

A largura útil do trabalho varia de acordo com o produto a ser aplicado e a sua natureza. A largura de trabalho excessiva pode acarretar a falta de uniformidade do perfil de distribuição transversal, o que pode comprometer os resultados da adubação. Em muitos casos, foram observadas aplicações realizadas em larguras de trabalho excessivas com o objetivo de acelerar operações agrícolas ou de aproveitar as marcações de rastro do pulverizador. Em artigo publicado, a Fundação MS aponta que esse uso é inadequado e pode ocasionar a redução da eficiência da adubação.