O complexo de doenças foliares, composto por cercosporiose (Cercospora zeamaydis e Cercospora sorghi), helmintosporiose (Exserohilum turcicum), ferrugens (Puccinia polysora e Puccina sorghi) e mancha branca do milho podem causar perdas na cultura. O uso de híbridos mais tolerantes e a aplicação de fungicidas são ferramentas que vêm sendo utilizados com o objetivo de reduzir perdas e melhorar o potencial produtivo da cultura do milho.
É essencial avaliar a necessidade de aplicação de fungicidas na cultura do milho, a melhor época de aplicação, os produtos mais eficientes no controle do complexo de doenças e se há diferentes respostas dos híbridos aos fungicidas.
Os dados referem-se a regiões propícias à incidência de doenças, como altitude favorável e cultivos sucessivos de milho verão seguidos da safrinha, muitas vezes sob o sistema de irrigação. A falta de rotação de culturas nessas regiões, cujo sistema de plantio é direto, favorece o aumento de inóculo pela presença de hospedeiros durante grande parte do ano. Ela também proporciona a permanência de restos culturais sobre o solo, dando condições de sobrevivência permanente a vários patógenos que atacam a cultura.
Estudos realizados em Minas Gerais, observaram um aumento de 63% de produtividade quando realizadas aplicações de mancozeb no controle de mancha branca do milho. Outros pesquisadores notaram a importância do controle genético dessa doença na cultura do milho e perceberam que aplicações de fungicidas reduziram a severidade de ferrugem. Foram encontradas também resposta parcial dos híbridos a aplicações de azoxystrobin no controle dessa doença.
A cercosporiose responde por danos severos, que chegaram a 44% em híbridos suscetíveis, em ensaio realizado na região de Lavras. As manhas acinzentadas reduzem a área foliar da planta, enquanto aumentam sua severidade, causando maturação precoce, deficiência no enchimento de grãos e perda de produtividade. Foram observados danos de cercosporiose de 40 a 51% para híbridos suscetíveis, 19 a 21% para resistentes moderados e 15 a 25% para híbridos resistentes.
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