Durante a 14ª Vitrine do Milho, que aconteceu dia 26 de maio em Pato de Minas, foi apresentada uma nova tecnologia sustentável que pode substituir os fertilizantes químicos. A adubação alternativa é composta basicamente por uma pasta que contém enzimas e aminoácidos e é misturada com ureia ou cloreto de potássio para acrescentar nitrogênio ou potássio às plantações. Os produtos gerados a partir dessa mistura são chamados de N-250 (no caso da adubação alternativa de nitrogênio com pasta enzimática e ureia) e K-300 (para adubação alternativa de potássio, que usa a pasta enzimática com cloreto de potássio). Eles são cerca de 15% a 20% mais baratos do que os adubos químicos e apresentam o dobro de produtividade.
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— É uma tecnologia que nós desenvolvemos com o objetivo de obter maior produção com menor custo. Nós trabalhamos com nitrogênio e o potássio, sendo que as fontes são ureia e cloreto de potássio. Nós acrescentamos enzimas e aminoácidos à uréia e ao cloreto de potássio fazendo dois produtos orgânicos que são aplicados via foliar ou via solo. A gente pode substituir a adubação de cobertura com nitrogênio e potássio por esses dois produtos ou podemos substituir até adubação de plantio. Então, 100% da plantação de nitrogênio e potássio foi substituída pela adubação alternativa — explica o pesquisador na área de solos e nutrição de plantas, Jeferson Antônio de Souza, da Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais).
Tomando como exemplo o nitrogênio, o pesquisador diz que o nitrogênio utilizado via N-250 equivale a 25% do nitrogênio que seria usado pela fonte química. Isso quer dizer que, se o produtor adubar o milho, por exemplo, com 100 quilos de ureia que contém 45 quilos de nitrogênio, ele deve usar 50 litros N-250, que contém 12,5 quilos de nitrogênio. Dessa forma, o produtor estaria substituindo 45 quilos de nitrogênio químico por 12 quilos de nitrogênio orgânico. Além da economia financeira, o produtor teria o dobro da produtividade. Isso é possível porque, com a adubação alternativa, não há perdas de volatização ou lixiviação e, mesmo que o líquido não fique sobre a superfície da folha, as raízes da planta absorvem a mistura quando ela chega ao solo.
— Para se fazer mil litros da solução, nós colocamos 120 quilos desse produto mais 560 quilos de ureia e completamos com água. Se a recomendação for 100 quilos de ureia por hectare, esses mil litros daria pra gente adubar 20 hectares. Se for 200 quilos de ureia por hectare, a gente conseguiria adubar 10 hectares com esse produto. Quando a gente faz as contas e soma o preço dessa pasta, mais o preço da ureia e a mão-de-obra fica, em torno de 15% a 20% mais barato do que a aplicação química. A gente consegue reestruturar o solo, restabelecer uma vida biológica no solo, exatamente o oposto que o produto químico faz porque, se o adubo químico esteriliza o solo, a adubação alternativa contribui para a melhoria do solo, traz vida. Já no primeiro cultivo a gente percebe isso — comemora Souza.
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"100% da plantação |
