O método de desidratação ultrarrápida consiste na passagem de um fluxo de gás de nitrogênio através da massa de embriões. Ele mostrou-se eficaz na operação de desidratação flash-drying de eixos embrionários de Araucaria angustifolia, conseguindo-se a sobrevivência de embriões desidratados a baixos teores de água. Isso gera a possibilidade de conservação de espécies florestais recalcitrantes ameaçadas de extinção.
Nesse método, os embriões excisados são uniformemente espalhados sobre uma tela metálica de malha fina no interior de caixas de plástico tipo gerbox e expostos ao forte fluxo de gás por diferentes períodos, desde o tempo zero – testemunha sem exposição – até o momento em que percam sua viabilidade. Caso os embriões percam a viabilidade ainda com valores elevados de água, significa que aconteceram processos degenerativos letais ao embrião.
A curva de desidratação é observada em intervalos determinados por meio de ensaios preliminares. No início do processo de desidratação, o tempo de exposição deve ser menor, variando entre três e cinco minutos. A desidratação se processa com mais rapidez em níveis mais altos de água, tornando-se mais difícil à medida que o embrião fica mais seco.
Na aplicação dessa metodologia é recomendado que os experimentos sejam instalados de acordo com o delineamento inteiramente casualizado. Depois de desidratado, o embrião fica disponível para o desenvolvimento de estudos de armazenamento, envolvendo a pesquisa de diferentes condições de conservação, incluindo a de criopreservação (congelamento).
Para que o método pudesse ser realizado, o Banco de Sementes Florestais da Embrapa Florestas (BASEMFLOR) desenvolveu um aparato próprio para a desidratação ultra-rápida, baseado em equipamento usado nos Estados Unidos. O aparato foi aperfeiçoado, de forma a permitir que o controle do fluxo de gás de nitrogênio pudesse ser melhor controlado.
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