Em Londrina, PR, extensionista da Emater que trabalha nos programas de manejo integrado de pragas e de doenças na cultura da soja inova ao usar o aplicativo Whatsapp para estreitar sua comunicação com os produtores atendidos e também com demais técnicos e pesquisadores que atuam na área, dentro e fora do Instituto. "Quando se trata de optar por um tratamento ou não da lavoura, é muito importante o produtor ter informação que possa apoiá-lo na tomada da decisão. E é bom que essa informação chegue sempre o mais rápido possível. Com Whatsapp a gente tem esse resultado e sem custo algum nem para o produtor, nem para eu, técnico, ou para a própria Emater", explica Paulo Roberto Mrtvi, responsável pela Iniciativa.
Mrtvi atende cerca 100 agricultores familiares em Londrina. Destes, trinta são produtores de soja e utilizam o aplicativo Whatsapp em seus celulares para receber as informações do técnico, de outros colegas produtores e ainda para solicitar esclarecimento sobre dúvidas. "Por exemplo, nós temos três coletores de esporos da ferrugem asiática instalados no Município. Eles servem para identificar a presença ou não do fungo causador dessa doença na cultura da soja. Com esta estratégia de comunicação, estamos sempre preparados para tranqüilizar ou alertar os produtores a respeito do problema, em tempo real".
No múltimo ano, duas novas pragas que atacam a parte aérea da planta de soja passaram a deixar o produtor preocupado. Elas são as lagartas a falsa medideira e a helicoverpa armigera. "Aqui nos realizamos o programa de manejo integrado de pragas, que tem a intenção de racionalizar o uso dos venenos agrícolas no tratamento das lavouras. Para isso, com os produtores, adotamos a prática do monitoramento. Usando metodologia desenvolvida pela Embrapa, as plantações são vistoriadas. Com o uso de um pano de batidas branco, a população de insetos (pragas ou predadores) é avaliada e também medimos o dano econômico já causado sobre as plantas. São essas informações que indicam a necessidade ou não do tratamento. Compartilhada através do Whatsapp, acabam sendo importantes para os demais produtores que vão tendo um panorama do que também acontece nas propriedades de seus vizinhos. Claro, e tendo um dado a mais para balizar uma tomada de decisão", conta Mrtvi.
As atividades de manejo integrado de pragas e doenças na cultura da soja fazem parte das ações preconizadas pelo programa Plante seu Futuro, da Secretaria de Estado da Agricultura. Iniciativa que orienta a adoção de boas práticas agrícolas, visando a colheita de um produto livre de resíduos tóxicos, com preservação dos recursos naturais, redução dos custos de produção e manutenção ou até elevação dos níveis de produtividade. Na safra de soja de 2013/2014, a Emater instalou em todo o Estado 200 unidades de referência para difundir a tecnologia entre os produtores. Nessas áreas, houve a redução de 50 por cento no número de tratamentos com fungicidas e inseticidas. O mesmo trabalho continua sendo realizado nesta safra, com a colaboração de extensionistas como Paulo Roberto Mrtvi e dos 30 agricultores londrinenses atendidos por ele e que usam o aplicativo Whatsapp para receber e trocar informações técnicas bastante úteis para a condução racional de suas plantações.