A seca de outubro paralisou o plantio em Mato Grosso do Sul e castigou 10% das lavouras de soja (que já tinham sido semeadas) durante até quatro semanas. A falta de chuvas regulares, no entanto, não impede que a semeadura, neste momento 15 dias atrasada em relação ao ano passado, seja concluída dentro do período definido em zoneamento agroclimático, apurou a Expedição Safra – levantamento técnico-jornalístico da produção de grãos no país, nos EUA, Paraguai e Argentina.
Os produtores sul-mato-grossenses entram em dezembro com mais de 90% da área de soja (que soma 2,3 milhões de hectares) plantados. Monitoramento detalhado da Federação da Agricultura do estado, a Famasul, indica que entre 1% e 2% das lavouras foram replantados por problemas climaticos. O estado responde por 7% da safra nacional da oleaginosa. Se nos próximos meses o clima contribuir, os produtores devem colher 50 sacas por hectare, marca que coincide com a média nacional.
Técnicos e jornalistas da Expedição estão entrevistando produtores e especialistas do Sudoeste, do Centro e do Norte do estado. De Naviraí (Suodeste) a São Gabriel do Oeste (centro-norte), não há lavouras ruins, relatam. Nas próximas semanas, a Expedição segue para Mato Grosso e Goiás.
Logística
A Expedição Safra também discute com produtores e entidades de representação do setor a duplicação da BR 163, principal via de escoamento da produção do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul em direção aos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR). O objetivo é mostrar que impacto o setor espera da obra, em fase inicial de construção.