O período com temperaturas mais baixas favorece o surgimento de lavouras de mamão com mais incidência de viroses. O mosaico (ou mancha anelar) é a principal doença enfrentada pelos produtores da fruta. Nas últimas semanas, agricultores do norte capixaba, segundo principal polo produtor do país, estão precisando erradicar mais plantas doentes do que o normal, devido a propagação do vírus os mamoeiros.
A Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Papaya (Brapex) alerta os produtores de mamão para que realizem o monitoramento constante na lavoura e eliminação de plantas infectadas, evitando a disseminação da doença. O produtor deve realizar inspeções periódicas na lavoura, prática conhecida como roguing, e eliminar as plantas infectadas, além de eliminar as lavouras abandonadas e plantas no fim do ciclo de produção para evitar fontes de inóculo na região. “É preciso que todos os produtores da região adotem essas medidas em conjunto para resultados mais eficientes. As plantas contaminadas pelo mosaico, além de causar prejuízo ao produtor, contribuem para a propagação da virose em outras áreas produtoras. Se um não cuidar, pode prejudicar toda a região”, alerta Rodrigo Martins, presidente da Brapex.
O corte compulsório dos mamoeiros doentes é obrigatório, de acordo com legislação específica. A realização do roguing, corte das plantas doentes logo no início dos sintomas, é a técnica mais recomendada para prevenir o aparecimento da doença e evitar a propagação do mosaico. “Se o produtor fizer o roguing terá uma perda dentro dos limites aceitáveis, de cerca de 3% a 5% da lavoura. Se ele não faz, a doença se espalha, contamina a lavoura e vira fonte para transmissão do vírus para plantações vizinhas. A perda é geral”, diz José Roberto Macedo Fontes, engenheiro agrônomo e diretor técnico Brapex.