O algodão herbáceo (Gossypium hirsutum L.) é uma das principais culturas do Nordeste, sobretudo no oeste da Bahia e na Paraíba. A Embrapa Tabuleiros Costeiros efetuou ensaios com cultivares do algodão, no município de Porto da Folha (SE), para verificar a ocorrência de pragas na região. Duas delas influenciaram diretamente na produção: o bicudo (Anthonomus grandis) e a lagarta-rosada (Pectinophora gossypiella), que ocorreram simultaneamente.
Verificou-se que tanto cultivares coloridas como brancas foram altamente atacadas por pragas. O bicudo atacou mais intensamente a cultivar BRS Rubi (colorida) e a CNPA (branca). Já a lagarta-rosada atacou forte a cultivar BRS 8H e pouco as cultivares coloridas. Concluiu-se que as cultivares coloridas são menos suscetíveis ao ataque da lagarta-rosada do que as brancas.
Nas variedades brancas, a CNPA Camaçari é menos suscetível do que a BRS 8H. Foi também observado uma correlação negativa entre o número de bicudos e o de lagartas-rosadas (-0,2271). Isso ajuda a esclarecer o fato de que a cultivar mais atacada pelo bicudo (BRS Rubi) foi também a menos atacada pela lagarta-rosada; e a mais atacada pela lagarta-rosada foi (BRS 8H) foi a menos atacada pelo bicudo. A presença de um inseto inibe em parte a presença do outro.
O algodoeiro é muito suscetível ao ataque de pragas – mais de 20 são conhecidas. A maioria delas está completamente adaptada às condições do clima da região. Por isso, é fundamental o correto manejo para o sucesso do seu cultivo. Para o controle das pragas do algodão não é possível usar métodos isolados, e sim um conjunto de métodos disponíveis dentro de um Manejo Integrado de Pragas (MIP).
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