Buscando melhorar o nível das pastagens, um estudo da Embrapa Gado de Corte conduziu ensaio de avaliação de plantas forrageiras usando quatro tipos de capins. O projeto, chamado “Avaliação de gramíneas forrageiras tropicais para ovinos”, testou dois panicuns (massai e tanzânia) e duas brachiarias (marandu e arapoti – ainda em fase de pré-lançamento), segundo o pesquisador Fernando Reis.
Os principais parâmetros usados para monitorar o estudo foram o ganho de peso e o OPG (contagem de ovo por grama). Verificou-se a incidência de verminoses, um dos grandes entraves para a produção de ovinos a pasto em regiões tropicais.
— O objetivo inicial era avaliar a forragem e, para tal, usamos cordeiros desmamados pesando em torno de 15 a 16 quilos, que foram colocados em piquetes com pastejo rotativo, ou seja, cada pasto com cinco divisões interna, onde os animais pastejavam durante sete dias e depois mudava para o piquete seguinte. Comparamos duas forragens por meio do ganho de peso dos animais — explica Reis.
No entanto, em virtude do ganho de peso ter sido heterogêneo, reduzido e muito próximos entre os capins, não foi possível uma identificação clara da melhor forragem. A variação ficou em torno de 30 a 90 gramas de ganho médio diário. Em seguida, foi avaliada a capacidade de suporte, quer dizer, quantos animais cada capim tem condição de alimentar pela quantidade de massa foliar que ele produz em razão da produção de matéria seca.
— Para o sistema efetivo de produção de carne de cordeiro, o resultado foi pouco representativo. Temos que avançar mais em melhoramento genético animal e em outros sistemas produtivos. Vale ressaltar que apesar de não gerar os resultados desejados, as informações são consideradas de grande valia para os produtores da região Centro-Oeste — completa o pesquisador.