Avaliação do “efeito macho” no desempenho reprodutivo de fêmeas da raça Boer

O foco da pesquisa é conhecer a eficiência reprodutiva da raça Boer sob a ação do “efeito macho” na condições semi-áridas no Brasil

Aline Jesus
Genética

A caprinocultura da região nordeste é caracterizada pela extensa criação de rebanho e baixo desempenho produtivo e reprodutivo. A raça Boer, que tem origem na África do Sul, é reconhecida mundialmente por sua produção de carne. Porém, no semiárido, devido ao desempenho produtivo e reprodutivo desta raça não ser totalmente reconhecido, a Embrapa Caprinos e Ovinos realizou uma pesquisa que visa avaliar o “efeito macho” no desempenho reprodutivo de fêmeas da raça Boer.

O fenômeno “efeito macho” nada mais é que a exposição da cabra fêmea a machos sexualmente ativo em períodos de anestro. Neste tempo, ocorre a ativação e secreção do hormônio luteinizante (LH) que é responsável pela ovulação, sendo utilizado para a antecipação e sincronização de estro em cabras próximas ao início do acasalamento.

Nos meses de julho a setembro de 2006, os pesquisadores utilizaram 26 fêmeas da raça Boer (sete nulíparas, sete primíparas e 11 multíparas). As cabras permaneceram sob regime semiárido, se alimentaram de pastagem nativa disponível na Caatinga, além de ficarem sob controle da verminose com a realização de vermifugações quando necessário. As fêmeas foram separadas dos machos antes à estação de monta e por mais de 21 dias. Com o auxílio dos rufiões, as fêmeas que aceitassem a monta eram consideradas em estro e em seguida acasaladas com machos de fertilidade comprovada e histórico anterior de cobertura.

No documente em anexo, pode-se consultar o material e o método utilizado na pesquisa.
 

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Resultado da avaliação do “efeito macho” no desempenho reprodutivo de fêmeas da raça Boer